
Luanda, 07 set (Lusa) – O Governo angolano pretende avançar em 2019 com o Polo de Desenvolvimento TurÃstico da BaÃa do Okavango, partilhado com outros quatro paÃses da região, interrompido há vários anos por falta de verbas, foi hoje noticiado.
O anúncio foi feito em Menongue, capital da provÃncia angolana do Cuando Cubango, pelo secretário-geral do Ministério da Hotelaria e Turismo, António da Silva, precisamente na apresentação do novo corpo diretivo do Polo de Desenvolvimento TurÃstico da Bacia do Okavango.
O projeto, criado por decreto presidencial número 56/11 de 24 de março, prevê a exploração entre Angola, Botsuana, NamÃbia, Zâmbia e Zimbabué, daquele espaço localizado na confluência dos rios Cubango e Cuito, no municÃpio de Dirico, a cerca de 600 quilómetros de Menongue, na fronteira entre Angola e a NamÃbia.
O projeto transfronteiriço ocupa uma área de 287.000 quilómetros quadrados, dos quais 87.000 pertencem ao território angolano da provÃncia do Cuando Cubango, que abrangem as áreas de conservação e as reservas de Luiana e Mavinga, a Coutada Pública do Luiana, de Longa Mavinga, Luengue e Mucusse.
Segundo o responsável, Angola já procedeu ao levantamento topográfico, estudos dos recursos hÃdricos, faunÃsticos e florestais, históricos e sobre os usos e costumes locais, restando a construção de estradas, sistemas de água potável e energia elétrica, edifÃcios administrativos e alojamentos, entre outras infraestruturas.
António da Silva, citado pelo Jornal de Angola, referiu que a vizinha NamÃbia está bastante adiantada no projeto, dando conta da existência de hotéis, que começaram já a receber turistas.
Na sua intervenção, o diretor-geral do Polo de Desenvolvimento TurÃstico da Bacia do Okavango, Francisco Moisés Nele, disse que a NamÃbia já construiu importantes infraestruturas hoteleiras, o que está a permitir já a atividade turÃstica.
Além da revitalização do Polo de Desenvolvimento da Bacia do Okavango, o Ministério da Hotelaria e Turismo angolano prevê o mesmo para um outro idêntico em Calandula, provÃncia de Malange, e para Cabo Ledo, provÃncia de Luanda.
NME // PVJ
Lusa/Fim



