
Luanda, 18 jul 2026 (Lusa) — Menos 713 empresas portuguesas exportaram para Angola em 2025 do que em 2021, apesar de o valor das vendas ter aumentado 14,6% no mesmo perÃodo, segundo dados do Instituto Nacional de EstatÃstica (INE) português.
O número de empresas portuguesas que vendem bens ao mercado angolano passou de 4.225 em 2021 para 3.512 em 2025, uma quebra de 16,9%, depois de ter atingido um máximo de 4.784 em 2022, indicam as estatÃsticas oficiais consultadas pela Lusa
Só entre 2024 e 2025 saÃram 211 empresas do mercado angolano.
Entre 2021 e 2025, Angola desceu do quinto para o sétimo lugar entre os destinos com mais exportadores portugueses, representando agora 16,3% do total das empresas exportadoras nacionais, contra 18,8% em 2021.
A redução do número de agentes económicos revela uma forte concentração das vendas com 200 empresas a faturar 72% do total: 11 empresas asseguraram 24,4% das exportações portuguesas para Angola em 2025 e outras 189 empresas 47,6%.
Outras 2.950 empresas, ou seja 84% dos exportadores, realizaram 26,7% do valor exportado.
Os dados revelam ainda que 2.020 destas empresas concentram no paÃs africano mais de três quartos das suas vendas ao exterior, e que quase metade (1.635) exporta exclusivamente para Angola, indicando elevada dependência do mercado angolano.
Em 2025, as exportações portuguesas de bens para Angola fixaram-se em 1.090,8 milhões de euros.
Já as importações portuguesas provenientes de Angola somaram 233,6 milhões de euros, mais do dobro face a 2024, com um crescimento de 144,4%, resultando num saldo favorável a Portugal de 857,2 milhões de euros.
As máquinas e aparelhos lideraram as exportações para Angola, com 319,2 milhões de euros (29,3% do total), seguidos dos quÃmicos, com 137,5 milhões, dos produtos alimentares, com 119,6 milhões, e dos metais comuns, com 111,9 milhões.
Entre os produtos mais vendidos, destacaram-se os vinhos, com 53,7 milhões de euros, mais 21,9% do que em 2024, os medicamentos, com 51,5 milhões, e os instrumentos e aparelhos para medicina e cirurgia, com 33,7 milhões, que subiram 35,8%.
Do lado das importações, os combustÃveis minerais representaram 83,1% do total, com 194,1 milhões de euros, um aumento de 176,1%, com o petróleo bruto a valer, isoladamente, 189,4 milhões, seguindo-se os crustáceos, com 17,8 milhões de euros, e as bananas, com 5,2 milhões.
Dados preliminares apontam para uma subida de 9% nas exportações portuguesas para Angola nos primeiros quatro meses de 2026, para 361,4 milhões de euros, lideradas pelas máquinas e aparelhos, com 104 milhões, pelos quÃmicos, com 48,6 milhões, e pelos produtos alimentares, com 40,7 milhões.
Seguiram-se os metais comuns, com 36,9 milhões de euros, os produtos agrÃcolas, com 28,6 milhões, e os instrumentos de ótica e precisão, com 27 milhões.
As importações portuguesas de Angola caÃram 83,2% no mesmo perÃodo, para 13,9 milhões de euros, não tendo sido registada qualquer importação de combustÃveis minerais entre janeiro e abril, face aos 71,5 milhões de euros do perÃodo homólogo.
Os produtos agrÃcolas representaram 71,8% das importações portuguesas de Angola no perÃodo.
Portugal manteve-se em 2025 como o segundo maior fornecedor de Angola, mas foi apenas o 23.º cliente do paÃs, absorvendo 0,5% das exportações angolanas, segundo dados do International Trade Centre.
A quota portuguesa nas importações angolanas recuou de 11,9% em 2021 para 9,8% em 2025, de acordo com a mesma fonte.
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