Alojamento turístico na Madeira regista 522,1 mil hóspedes no primeiro trimestre do ano

Funchal, Madeira, 15 mai 2026 (Lusa) — A Madeira registou a entrada de 522,1 mil hóspedes e 2,7 milhões de dormidas em alojamento turístico no primeiro trimestre do ano, indicou hoje a Direção Regional de Estatística (DREM), apontando para um aumento 10,2% em termos homólogos.

De acordo com a autoridade regional, a estada média na globalidade do alojamento turístico fixou-se em 4,53 noites, traduzindo uma diminuição de 5,5% em comparação com o 1.º trimestre de 2025 (4,79 noites), variação que ficou a dever-se à redução registada no mercado estrangeiro, cuja estada média situou-se em 4,85 noites (-7,0%).

Nos primeiros três meses do ano, o alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) concentrou a quase totalidade da atividade turística: 99,7% do total de hóspedes entrados e 99,9% de dormidas.

Já as colónias de férias e pousadas da juventude registaram 1.329 hóspedes (0,3% do total; -28,9% que no trimestre homólogo), tendo gerado 3.945 dormidas (0,1%; -34,4%) e uma estada média de 2,90 noites (+2,4% que no 1.º trimestre de 2025)

A DREM refere que, no primeiro trimestre do ano, a Madeira foi a região com maior dependência dos mercados externos (85,9% do total das dormidas), seguindo-se o Algarve (80,9%) e a Grande Lisboa (78,6%).

Neste período, entre os principais mercados estrangeiros emissores, destacam-se, em termos de dormidas, o alemão (20,9% do total; +4,1% face ao mesmo período de 2025), o britânico (18,8%; -2,0%), o polaco (8,4; -8,0%), o francês (4,2%; -3,6%) e o neerlandês (3,9%; +17,0%).

Quanto ao mercado de residentes em Portugal (15,6% do total) apresentou uma variação positiva de 6,0%.

O município do Funchal evidencia-se por concentrar 61,3% das dormidas da região, totalizando cerca de 1,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, o que corresponde a uma variação homóloga positiva de 2,5%.

O segundo município com maior número de dormidas foi Santa Cruz na zona leste da ilha da Madeira, com 11,5% do total regional, contribuindo com cerca de 305,7 mil dormidas no primeiro trimestre, o que representa uma diminuição de 0,8% face ao período homólogo.

De acordo com a DREM, entre janeiro e março de 2026, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram variações homólogas de +9,7% e +9,4% totalizando 178,7 milhões de euros e 125,6 milhões de euros, respetivamente.

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