
Serpa, Beja, 09 ago (Lusa) — Vindo de Lisboa, Hugo Monteiro fixou-se no interior do Alentejo, em Serpa, para produzir ervas aromáticas e não se arrepende da “aventura”, mas, com a seca que fustiga a região, aprendeu uma nova palavra de ordem: “resistir”.
“Arrependido não estou. É preciso desenvolver uma resignação e vontade de continuar”, conta à agência Lusa, realçando que não o assusta “a parte do trabalho com a terra”, que até lhe “tem agradado” e é uma “descoberta”.
O que é “mais difícil”, sublinha, é lidar com “a parte económica”, com os prejuízos devidos às “agruras” das condições meteorológicas, como tem sido o caso desde que, há dois anos e meio, se “lançou” neste novo desafio, numa herdade na zona de Vales Mortos, no concelho de Serpa, distrito de Beja, em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana.



