

Alejandro Marque é o senhor que se segue no palmarés da Volta a Portugal. O galego, de 31 anos, sucede ao compatriota e amigo David Blanco (recordista de triunfos – cinco) e logo para conquistar a edição bodas de diamante. Tanto o ciclista da OFM-Quinta da Lixa como Blanco têm um carinho enorme pelo nosso país, onde fizeram grande parte da carreira – Marque, aliás, compete por cá desde que se tornou profissional, há dez anos – e com sucesso.
“Dez anos em Portugal é quase uma vida. A verdade é que já me sinto português, sempre fui muito bem tratado por todas as equipas por onde passei e pelos adeptos do ciclismo”, confessou Marque a Record, que adianta ainda mais um dado curioso e que diz bem da forte ligação ao nosso país: “Quando vou correr a Espanha, fico mesmo com a sensação de que sou um estrangeiro lá.”
A carreira profissional do ciclista de La Estrada, localidade de Pontevedra, começou em 2004. Foi a equipa do Carvalhelhos-Boavista (atual Rádio Popular-Onda) que lhe abriu as portas da fronteira para o ciclismo português. Seguiram-se outras formações, para chegar este ano ao conjunto liderado por José Barros. Partiu para esta Volta como a segunda aposta, atrás do compatriota e também amigo Gustavo Veloso – 2.º da classificação geral –, mas as aptidões no contrarrelógio (em 2012 foi 3.º no Nacional em Espanha e este ano 5.º) acabaram por fazer a diferença. Todavia, foi preciso muito mais para chegar à camisola amarela.
“Já trabalhei muito nesta vida de ciclista. Sacrifiquei-me, a mim e à família, para chegar onde estou agora. Se valeu a pena? Sim. Mas houve momentos difíceis, em que não via futuro. Cheguei mesmo a ponderar deixar o ciclismo.”
