Albanês acusado de violação foi expulso do Canadá

FOTO: INSTAGRAM/ Gioulian Nikdima
FOTO: INSTAGRAM/ Gioulian Nikdima

Uma mulher que foi abusada sexualmente há cinco anos diz sentir-se em paz, depois de saber que um homem da Albânia que a levou para fora da cidade e que abusou sexualmente dela foi deportado do Canadá.

Foi na província de Saskatchewan que uma mulher foi abusada sexualmente por um homem da Albânia. Tudo começou numa aplicação online de namoro. Ambos aderiram ao encontro que ficou marcado para um café em Regina. Seria o primeiro e o último com Gioulian Nikdima. O homem convidou-a a dar um passeio de carro e é nessa altura que a mulher conta ter sido abusada sexualmente.

O tribunal confirmou as provas e o homem foi condenado a 3 anos de prisão no final de 2019. Tudo isto antes de ser deportado do Canadá. A mulher, agora com 50 anos, sente-se mais leve e diz que finalmente pode “respirar”

Contudo, ainda treme ao relembrar os detalhes íntimos e traumáticos da agressão sexual, de que foi vítima. Pela primeira vez, decidiu contar a história de como tudo aconteceu para que os outros saibam que a justiça é possível. Diz ter “valido muito a pena” e que foi graças à filha que denunciou o criminoso.

O alívio que a mulher sentiu foi tão grande que mal conseguiu ficar de pé ou falar no tribunal, quando soube que o homem foi expulso do Canadá.

A lei federal de imigração estipula que qualquer pessoa que não seja cidadão canadiano e que cometa um crime grave que resulte numa pena de prisão de pelo menos seis meses pode ser deportado após cumprir a pena.

O Conselho de Liberdade Condicional do Canadá concedeu a Gioulian Nikdima a liberdade condicional a 15 de março. A Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá disse que Nikdima ainda está a ser seguido atentamente, mesmo que tenha sido deportado. Ou seja, sempre que “um indivíduo é deportado, a sentença no Canadá continua em vigor até ao final da mesma. Se o criminoso voltar ao Canadá antes do final da sentença, pode ficar sujeito a um reencarceramento”

Entretanto, a equipa do procurador-geral de Saskatchewan já tinha avançado com um recurso acerca da sentença de três anos, argumentando que a punição era muito branda. Ainda aguarda decisão, segundo o Ministério da Justiça.