
Foi anunciada pela Air Canada a aquisição de 26 Airbus A321 que fazem viagens longas de 11 horas e sem escalas. No mesmo dia em que presidente e CEO da companhia aérea canadiana, Michael Rousseau pediu desculpas aos cidadãos que falam em francês por não saber comunicar através da língua.
O presidente-executivo da Air Canada pediu desculpas a um comité parlamentar desde que a polémica criada à volta da língua francesa provocou um grande protesto no outono passado.
“Sinto muito. Peço desculpas novamente aqui”, disse Michael Rousseau em francês durante um depoimento por videoconferência para o comité permanente de idiomas oficiais.
Rousseau disse que os comentários que fez em novembro passado foram “insensíveis” quando disse que conseguiu viver 14 anos em Montreal sem falar francês.
“Admito que cometi um erro ao não aprender a falar francês quando entrei na Air Canada e estou a corrigir esse erro neste momento”, disse ele.
Recorde-se que a Air Canada está sujeita à Lei de Idiomas Oficiais.
Entretanto, com o objetivo de atender todos os mercados norte-americanos, bem como alguns transatlânticos, como Londres, já atendido pela JetBlue, do mesmo fundador da concorrente direta: a Westjet, a companhia aérea, Air Canada, anunciou a aquisição de 26 Airbus A321 da versão de extra-longo alcance.
Vinte aeronaves vão ser alugadas das Air Lease Corporation e AerCap e seis vão ser adquiridas diretamente da Airbus, que ainda inclui direitos de compra para adquirir mais 14 unidades.
Os Airbus vão ter a capacidade para receber até 182 passageiros, sendo 14 do serviço executivo da companhia, e 168 da classe económica. Com um alcance de aproximadamente 8.700 quilómetros e uma capacidade de voar até 11 horas, o modelo pode voar sem escalas em qualquer lugar da América do Norte e para alguns destinos de outros continentes.
