Kiev ataca refinaria a 200 quilómetros a norte de Moscovo

oscovo, 05 nov 2026 (Lusa) – A Ucrânia atacou hoje uma refinaria na cidade russa de Riazan, a cerca de 200 quilómetros a norte de Moscovo, anunciaram autoridades locais e meios de comunicação independentes russos.

A refinaria, onde se registou um incêndio, já tinha sido alvo de ataques ucranianos em ocasiões anteriores, de acordo com os meios de comunicação citados pela agência espanhola EFE.

O governador de Riazan, Pavel Malkov, confirmou o ataque, mas sem especificar de que empresa se trata.

“Ocorreram incêndios em instalações industriais de Riazan”, disse Malkov, numa mensagem nas redes sociais.

“As linhas elétricas ficaram danificadas e foram reportados cortes de energia em algumas zonas da cidade”, precisou.

Malkov informou ainda da existência de um ferido e de danos em vários edifícios na sequência do ataque ucraniano.

Poucas horas depois, Malkov publicou uma nova mensagem a assegurar que o fornecimento elétrico na cidade fora restabelecido e que o incêndio nas instalações afetadas tinha sido extinto.

Segundo o canal russo Astra, entre os alvos ucranianos em Riazan durante a última noite encontrava-se também um centro logístico do gigante do comércio eletrónico russo Wildberries.

A Ucrânia começou a atingir os armazéns da Wildberries e do seu principal concorrente russo, a Ozon, no verão passado.

A Wildberries já terá sofrido prejuízos superiores ao equivalente a 10 mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros, ao câmbio atual) devido aos ataques de Kiev, de acordo com a imprensa russa.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu há algumas semanas à Ucrânia que cessasse os ataques contra as refinarias russas, depois de ter responsabilizado Kiev pelos elevados preços do gasóleo no mercado internacional.

A Ucrânia cedeu durante algum tempo às pressões de Trump, mas na semana passada, na véspera das eleições intercalares nos Estados Unidos, retomou os ataques, que não cessaram em sentido inverso.

Sob mediação norte-americana, representantes ucranianos e russos deverão reunir-se em 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, para retomar negociações que foram interrompidas em fevereiro, quando começou a guerra israelo-americana contra o Irão.

O objetivo é alcançar um cessar-fogo e negociar um acordo de paz que ponha termo à guerra iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia pela segunda vez em oito anos.

Em 2014, a invasão resultou na anexação da península ucraniana da Crimeia, que Kiev reclama.

A Ucrânia também exige a retirada das tropas russas que ocupam parcialmente as regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia desde o início da guerra, que Moscovo reclama como parte da Rússia.

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