Moçambique/Ataques: Finlândia compra um milhão de euros de alimentos à Ucrânia para apoiar deslocados

Pemba, 04 nov 2026 (Lusa) – O Governo da Finlândia doou hoje alimentos para apoiar 330 mil pessoas afetadas pelo conflito armado na província moçambicana de Cabo Delgado, inciativa avaliada em cerca de um milhão de euros que resultou da compra de produtos à Ucrânia.

A entrega do donativo, composto por arroz e óleo de soja, foi formalizada hoje em Pemba, Cabo Delgado, pela embaixadora da Finlândia em Moçambique, Satu Lassila, ao Governo de Cabo Delgado e ao Programa Mundial de Alimentação (PMA).

Na ocasião, a diplomata manifestou preocupação com a situação humanitária na província, afetada há quase uma década por ataques de grupos extremistas.

“A situação humanitária em Cabo Delgado é preocupante. Moçambique deve continuar na agenda internacional. As muitas crises que exigem a atenção do mundo não devem deixar na sombra as necessidades das pessoas aqui em Moçambique”, afirmou.

Segundo Satu Lassila, o apoio pretende expressar solidariedade para com as populações afetadas pelo conflito e contribuir para a melhoria das suas condições de vida.

“A entrega de hoje transmite uma mensagem clara: a solidariedade internacional ganha sentido quando chega às pessoas e melhora as suas vidas”, declarou.

A diplomata apelou ainda à manutenção do apoio às famílias afetadas pela insegurança alimentar.

“As famílias que enfrentam a fome precisam de atenção contínua e de apoio que lhes permita encontrar condições para reconstruírem as suas vidas”, acrescentou.

De acordo com a embaixadora, a Finlândia está a disponibilizar cerca de um milhão de euros para a aquisição de produtos alimentares provenientes da Ucrânia, no âmbito da iniciativa “Food from Ukraine” (“Alimentos da Ucrânia”), anteriormente designada “Grain from Ukraine” (“Cereais da Ucrânia”).

A província de Cabo Delgado, rica em gás, enfrenta uma crise humanitária provocada pelo conflito armado que afeta a região desde outubro de 2017 e que já provocou, segundo organizações internacionais, 6.600 mortos e 1,3 milhão de deslocados.

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