TAP afasta redução de custos e de funções

Lisboa, 03 nov 2026 (Lusa) — o ‘chairman’ da TAP disse hoje não esperar que a entrada na Lufthansa no capital da empresa resulte em reduções de custos e, consequentemente, na redução de funções.

“Diria que não é esse o ponto de partida, nem o plano estratégico que tivemos oportunidade de conhecer”, afirmou o ‘chairman’ da TAP, Carlos Oliveira, em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura do contrato de venda parcial da TAP, em Lisboa.

Carlos Oliveira insistiu que o caminho será de crescimento, notando que quem investe o que a Luthansa investiu na TAP “é para a fazer crescer”.

O Governo selecionou, em 14 de outubro, a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.

A decisão foi tomada em Conselho de Ministros, após a análise das propostas vinculativas finais melhoradas apresentadas pela Air France-KLM e pela Lufthansa, os dois grupos que chegaram à fase decisiva da privatização da companhia aérea portuguesa.

Na escolha pesou, sobretudo, a proposta financeira da Lufthansa, superior em 163 milhões de euros à da Air France-KLM, tendo sido também avaliados os investimentos associados, nomeadamente na frota, e o modelo de governação proposto.

A proposta da Lufthansa inclui um preço de referência de 1.025 milhões de euros por 44,9% da TAP, acrescido de 58 milhões de euros em ajustamentos temporais relacionados com a taxa de emissão de bilhetes (‘ticketing fee’), a SPdH (antiga Groundforce, empresa de assistência em terra) e a Cateringpor (serviços de refeições a bordo), além de 118 milhões relativos aos 5% reservados aos trabalhadores, elevando o encaixe potencial para 1.201 milhões de euros.

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