
Sana, 03 nov 2026 (Lusa) — Os rebeldes huthis do Iémen reivindicaram hoje ter atacado com drones e mísseis balísticos alvos militares sauditas e o aeroporto internacional de Abha (sudoeste), acrescentando que as operações provocaram vítimas e perturbaram o tráfego aéreo.
Num comunicado, o porta-voz militar dos huthis, Yahya Sarea, afirmou que os drones atacaram depósitos de armas e concentrações de tropas nas regiões de Medi e al-Qambour, provocando “mortos e feridos”, sem especificar o número de vítimas.
Sarea indicou que uma outra operação com drones teve como alvo o aeroporto internacional de Abha, no sudoeste da Arábia Saudita, onde terá provocado um “impacto preciso” que interrompeu o tráfego aéreo, enquanto um míssil balístico atingiu a base aérea de Khamis Mushait.
Por outro lado, o porta-voz afirmou que as forças huthis dispararam vários mísseis contra concentrações de forças lideradas pela Arábia Saudita a leste da província de al-Jawf, numa operação que também provocou mortos e feridos, embora sem avançar números.
A coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o Governo iemenita internacionalmente reconhecido, anunciou hoje ter intercetado um drone na região de Meca, enquanto os huthis negaram qualquer envolvimento no alegado ataque.
As hostilidades foram retomadas no Iémen em meados de julho, quando o Exército iemenita fiel ao Governo reconhecido internacionalmente, que atua sob tutela saudita, bombardeou o aeroporto de Sana para impedir a aterragem de um avião iraniano.
Pouco depois, os huthis lançaram uma ofensiva que lhes permitiu conquistar a costa sudoeste do Iémen, ao mesmo tempo que iniciaram ataques contra instalações energéticas, económicas e infraestruturas na Arábia Saudita, que provocaram cerca de 20 mortos e dezenas de feridos.
Entretanto, a coligação militar anti-hutis e o Governo internacionalmente reconhecido retomaram os bombardeamentos contra os territórios controlados pelos rebeldes e lançaram uma contraofensiva denominada “Amanhecer do Iémen”, durante a qual afirmaram ter retomado o controlo do porto de Mokha e a zona de acesso ao estreito de Bab el-Mandeb.
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