Líder supremo do Irão deu poderes ao Governo para negociar com EUA – Presidente

Teerão, 02 nov 2026 (Lusa) – O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, concedeu poderes ao Governo no âmbito dos esforços para pôr fim à guerra com os Estados Unidos, anunciou hoje o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

“Estamos a esforçar-nos para resolver o problema através do diálogo. A este respeito, o líder supremo conferiu certos poderes ao Governo”, declarou Pezeshkian, citado pela agência estatal IRNA.

Pezeshkian não especificou os poderes a que se referia, de acordo com a agência francesa AFP.

O anúncio foi feito durante uma reunião de Pezeshkian com governadores e autarcas dedicada à “melhoria das condições de subsistência da população”, segundo a agência turca Anadolu.

“Manter-nos-emos firmes contra as mentiras e as exigências desmedidas dos inimigos. Neste processo, devemos esforçar-nos por aumentar a resiliência da população e dar resposta às suas preocupações e inquietações”, afirmou, citado num comunicado.

A comunicação do Presidente do Irão ocorre numa altura em que crescem as dúvidas sobre uma resolução próxima do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram a República Islâmica.

De acordo com a agência norte-americana AP, receia-se no Médio Oriente nova ofensiva contra o Irão após as eleições intercalares de terça-feira nos Estados Unidos.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, disse hoje que estavam em curso discussões “muito intensas” com os Estados Unidos, através de mediadores, numa tentativa de evitar a retoma das hostilidades.

“Tendo em conta a sensibilidade e a gravidade da situação atual, as consultas e as deliberações são muito intensas”, declarou Araghchi à IRNA.

Araghchi destacou o “papel de mediador muito ativo” do Qatar e do Paquistão nas negociações.

A última proposta que Teerão discutiu publicamente previa a reabertura do estreito de Ormuz à navegação no prazo de dois dias, caso Washington cumprisse várias condições, incluindo o levantamento do bloqueio aos portos iranianos.

PNG // ACC

Lusa/Fim