
Luanda, 04 out 2026 (Lusa) — Três membros da mesma família morreram na província de Huíla, em Angola, atingidas por um raio, elevando para 10 as vítimas mortais de descargas atmosféricas conhecidas desde o início da época das chuvas, em agosto.
A última ocorrência foi registada no sábado, na aldeia de Sanjepel, município de Chipindo, na província de Huíla, e vitimou cinco pessoas da mesma família, sendo que três tiveram morte imediata e duas ficaram com queimaduras ligeiras, segundo notícia hoje a agência de notícias angolana, Angop.
As vítimas mortais têm entre 9 e 20 anos e, segundo testemunhas locais, perante uma tempestade que se abateu na zona, terão procurado abrigo, com mais dois familiares num celeiro que foi atingido por um raio.
Na última sexta-feira, um jovem de 13 anos morreu, em Menongue, na província de Cubango, atingido por um raio quando jogava futebol durante uma trovoada.
Uma família de seis pessoas morreu a 28 de setembro, no município do Andulo, província do Bié, também atingida por uma descarga atmosférica.
O acidente envolveu pai, mãe – grávida de oito meses, e quatro filhos, todos menores, quando se encontravam no interior de uma cabana localizada num campo de cultivo.
Os bombeiros avançaram que caía uma forte chuva, tendo o raio atingido diretamente a cabana e provocado um incêndio.
O Serviço de Proteção Civil e Bombeiros tem apelado à população para redobrar as medidas de prevenção durante a época chuvosa, evitando permanecer no interior de estruturas precárias, debaixo de árvores isoladas, em zonas descampadas ou próximo de cursos de água, durante a ocorrência de trovoadas.
Em Angola, as descargas elétricas são um fenómeno comum no país e matam anualmente dezenas de pessoas. Face a esta situação o Governo obriga, desde 2015, a que edifícios privados com mais de 25 metros de altura e todos os equipamentos públicos tenham proteção contra raios.
A época chuvosa em Angola começou oficialmente em 15 de agosto passado e decorre até 15 de maio de 2027.
O Instituto de Meteorologia de Angola prevê a ocorrência de seca no sul e sudeste e excesso de chuva no litoral do país, na época 2026/2027, devido aos fenómenos ‘El Niño’ e o Índice do Atlântico Sul Tropical.
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