Guiné-Bissau: PR de transição promove chefe das Forças Armadas a general de quatro estrelas

Lisboa, 02 out 2026 (Lusa) — O Presidente de transição da Guiné-Bissau promoveu hoje o major-general Tomás Djassi, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, à patente de general de exército, anunciou a presidência, citada na comunicação social local.

A patente de general de exército, correspondente a quatro estrelas, é o posto mais alto nas Forças Armadas guineenses e é a mesma que o próprio Presidente de transição, general Horta Inta-a, tem desde janeiro passado.

A subida da patente de Tomás Djassi foi decretada por Horta Inta-a na sua qualidade de comandante supremo das Forças de Defesa e Segurança, em representação do Conselho Superior da Defesa Nacional e sob proposta do Governo, segundo o decreto presidencial.

Além de exercer as funções de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Tomás Djassi é atualmente o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão que assumiu as competências do parlamento guineense desde o golpe de Estado de 26 de novembro passado.

O mesmo decreto presidencial indica ainda que o major-general Samuel Fernandes, vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, foi promovido à patente de tenente-general e o capitão-de-mar-guerra José Pogna, inspetor geral das Forças Armadas, subiu para a patente de contra-almirante

Segundo o decreto, foram também promovidos ao posto de majores-generais os brigadeiros-generais Baute Iamta Na Man, vice-chefe do Estado-Maior do Exército, Ioba Embaló, presidente do Tribunal Militar Superior, e Dinis Ncanha, chefe da Casa Militar da presidência da República.

Os coronéis Fabian Sagna, chefe da divisão de contra inteligência e inteligência militar, Aliu Baldé, vice-chefe do Estado Maior da Força Aérea, e Amadu Bari, vice-chefe do Estado-Maior do Exército, foram promovidos aos postos de brigadeiros-generais.

No decreto de Horta Inta-a destaca-se que a decisão se fundamenta nos termos do n.º 1 do artigo 34.º da Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas (Lei n.º 11/2011, de 28 de Junho) e ocorre após a audição do Alto Comando Militar e do Conselho de chefes de Estado-Maior.

A medida será posteriormente ratificada sob forma de deliberação pelo Conselho Superior da Defesa Nacional na sua próxima reunião, sublinha-se no decreto.

Militares guineenses agrupados num autoproclamado Alto Comando Militar protagonizaram um golpe de Estado em 26 de novembro de 2025, um dia antes da publicação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais, e afastaram do poder o então Presidente, Umaro Sissoco Embaló.

Criaram um Conselho Nacional de Transição (CNT), que assumiu as competências do parlamento, e nomearam Ilídio Vieira Té primeiro-ministro e ministro das Finanças.

A oposição considerou que se tratou de um golpe de Estado encenado para permitir que Sissoco Embaló, que vive regularmente em Marrocos desde o golpe, regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de dezembro.

Esta semana, Sissoco Embaló anunciou o regresso a Bissau no próximo domingo e a sua candidatura à presidência, mas os militares decretaram, na quinta-feira, que não estão reunidas as condições de segurança para que volte ao país.

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