
Lisboa, 02 out 2026 (Lusa) – A Make-A-Wish Portugal voltou a abrir um programa, que no último ano letivo permitiu que 260 escolas angariassem fundos que ajudaram a realizar os desejos de 20 crianças e jovens com doenças graves.
“A nossa intenção ao desenvolvermos este programa é motivar, educar, criar muita empatia nas escolas para que saibam que todas as crianças que deveriam ir à escola e que não mereciam estar a passar por isto [a doença] podem receber o nosso acompanhamento”, disse à Lusa a diretora executiva da Make-A-Wish Portugal, Margarida Galvão, indicando que o montante angariado na comunidade escolar reverte para a realização dos desejos de crianças e jovens apoiados pela organização.
O programa Make-A-Wish Vai À Escola é dirigido ao ensino pré-escolar, básico e secundário, público e privado, visando alunos dos 03 aos 17 anos.
Segundo a diretora executiva da fundação já realizou mais 2.500 desejos em quase 20 anos.
Para a angariação de fundos, a Make-a-Wish Portugal disponibiliza estrelas de papel (parecidas com decorações de Natal) às escolas, que depois vendem por um euro e a venda pode ser acompanhada por atividades e outras iniciativas educativas.
No distrito de Lisboa, a Escola Básica e Secundária de Carcavelos com mais de 1.000 alunos angariou no ano passado 4.800 euros através da venda de estrelas, disse a coordenadora de cidadania do Agrupamento de Escolas de Carcavelos, Helena Pohle, agradecendo à comunidade do concelho.
“[Os alunos] queriam ajudar e queriam saber se a turma deles tinha conseguido vender o maior número de estrelas”, disse Helena Pohle, que este ano pretende organizar um concerto para angariar fundos para o programa, transformando as estrelas em bilhetes.
Algumas alunas do 12.ºano que participaram no programa disseram à Lusa que os pais ajudaram a vender as estrelas nos seus locais de trabalho.
Também no distrito de Lisboa, a Escola Básica e Secundária da Cidadela, com cerca de 1.100 alunos, no concelho de Cascais, já participa há seis anos no programa e segundo a coordenadora da estratégia de cidadania do Agrupamento de Escolas de Cascais, Ana Mafalda Lapa, a iniciativa “já faz parte do ADN da escola”.
O aluno do 12.ºano Vasco Redol, de 17 anos, disse à Lusa que os seus colegas querem sempre participar no projeto e que é gratificante saber que “um gesto pequeno, no final, tem um grande impacto para alguém que realmente precisa de ajuda”.
A Lusa falou também com a educadora de infância Anabela Valente da Associação de Proteção à Infância da Ajuda (APIA), no distrito de Lisboa, sendo esta uma creche e um jardim de infância com 130 crianças até aos 6 anos.
Anabela Valente referiu que a APIA, que foi decorada com as estrelas da Make-a-Wish, já participa há dois anos no programa e angariou pelo menos 1.000 euros em cada ano.
Para Anabela Valente “o mais importante” foi passar o valor da empatia às crianças, referindo que os alunos falaram com os pais e ficaram contentes quando souberam que ajudaram uma criança.
“Ela ficou tão feliz que bom” e “ficámos contentes também” foram algumas reações que os alunos tiveram ao saber que ajudaram uma criança com uma doença grave a realizar um desejo, segundo Anabela Valente.
As inscrições para o programa já estão abertas e as escolas podem inscrever-se até ao dia 25 de outubro, através do `site´ da organização e enviar os donativos até ao dia 31 de janeiro, segundo a organização sem fins lucrativos.
Desde que foi criado em 2013, o Make-A-Wish Vai À Escola já contou com a participação de mais de 3.000 escolas e contribuiu para a realização de mais de 200 desejos, referiu a organização em comunicado.
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