
São Tomé, 21 set 2026 (Lusa) — O lÃder do MLSTP, maior partido da oposição em São Tomé e PrÃncipe, prometeu hoje que irá cortar em viagens e carros do Governo para investir na transição energética, se ganhar as eleições legislativas de domingo.
“Vamos poupar no combustÃvel fóssil, no corte da compra de combustÃvel. (…) Já fizemos o levantamento e vamos ter [poupar] em torno de 17 milhões de dólares por ano [14,82 milhões de euros], porque atualmente gasta-se acima de 60 milhões de dólares [52,3 milhões de euros]”, explicou à agência Lusa Américo Barros, à margem de um evento de campanha em Santo Amaro, no distrito de Lobata.
“Este é um dos pontos em que nós vamos poupar. O outro é na administração pública. Viagens dos membros do Governo, compra de viaturas topo de gama e outros [gastos] supérfluos que nós identificámos”, acrescentou o presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e PrÃncipe (MLSTP).
O objetivo dos cortes é para “investir principalmente no setor energético”, mas “também para [garantir] água potável para a população, apontou Américo Barros, adiantando que a aposta se centra no aproveitamento da energia solar e em mini-hÃdricas.
A deficiente distribuição, captação e distribuição de água potável e os frequentes ‘apagões’ na rede elétrica são dois problemas crónicos em São Tomé e PrÃncipe e a resposta a estes problemas são assumidos como prioridades pelos diferentes partidos.
Para o lÃder do partido da oposição, que não ganha umas legislativas desde 2002, num paÃs em que cerca de 90% do investimento público é financiado por parceiros externos, os cortes “em gastos supérfluos” serviriam igualmente para custear programas sociais, para ajudar pelo menos 25 mil famÃlias carenciadas, mas também de apoio à juventude, prometendo universidade gratuita e estágios remunerados.
Às eleições legislativas, autárquicas e regionais de 27 de setembro em São Tomé e PrÃncipe concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); o Movimento de Libertação de São Tomé e PrÃncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadão Independentes-Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN); e o Movimento Basta.
Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento PolÃtico Nossa Terra.
Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.
JMC // ANP
Lusa/Fim



