
Dubai, Emirados Árabes Unidos, 04 set 2026 (Lusa) – Mais de 80 pessoas morreram desde quinta-feira em confrontos entre as forças pró-governamentais do Iémen e os rebeldes Huthis, disseram hoje fontes das duas partes do conflito.
Intensos combates eclodiram na quinta-feira, depois de os Huthis, pró-Irão, terem lançado uma ofensiva terrestre apoiada por disparos de ‘rockets’ e ataques com drones perto da costa do mar Vermelho e na região de Taiz.
Uma fonte militar acusou os rebeldes de tentarem tomar áreas próximas do estreito de Bab el-Mandeb, uma via navegável estratégica utilizada para ligar a Ásia à Europa através do canal do Suez.
Um oficial militar destacado na costa do mar Vermelho declarou que 24 membros das forças pró-governamentais morreram, enquanto outro militar – destacado na região de Taiz, mais para o interior – referiu que outros 15 morreram nos combates com os rebeldes desde quinta-feira.
Entre os Huthis, pelo menos 42 combatentes foram mortos, declararam fontes médicas localizadas em zonas controladas pelos rebeldes. Nem os rebeldes nem o Governo iemenita divulgaram ainda um número oficial de mortos.
Fontes militares governamentais disseram à agência de notícias AFP que, no âmbito da sua ofensiva, os rebeldes estavam a tentar isolar a cidade portuária de Mokha — a norte do estreito de Bab el-Mandeb e alvo de ataques há várias semanas — do resto das zonas controladas pelo Governo.
Os Huthis não controlam atualmente qualquer área diretamente no estreito de Bab el-Mandeb, mas controlam a cidade portuária de Hodeida, a norte.
Em julho, anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, para quem Bab el-Mandeb se tornou a única rota marítima desde que o Irão fechou o estreito de Ormuz, do outro lado da península arábica, no início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.
A guerra no Iémen começou em 2014, quando os Huthis lançaram uma grande ofensiva a partir do seu bastião em Saada, uma região no norte do país, perto da fronteira com a Arábia Saudita, e tomaram o controlo de grandes extensões de território, incluindo a capital, Sana.
Enfraquecido, o Governo iemenita, sediado em Aden (sul), recebeu ajuda em 2015 de uma coligação militar liderada por Riade.
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