
Nações Unidas, 03 set 2026 (Lusa) – A Assembleia-Geral da ONU aprovou hoje a fusão de duas agências de ensino como parte da reforma da organização, substituindo-as por uma nova entidade chamada Instituto das Nações Unidas para a Capacitação e Inovação da Aprendizagem (UNICLI).
A nova entidade, que estará operacional em 2027 e terá sede em Genebra, SuÃça, é resultado da fusão da Escola de Funcionários do Sistema das Nações Unidas (UNSSC) com o Instituto das Nações Unidas para a Formação e Investigação (UNITAR).
“Esta decisão representa um importante passo em frente na ‘Iniciativa ONU80’ do secretário-geral e insere-se na consolidação mais ampla das capacidades de formação e investigação do sistema das Nações Unidas”, afirmou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária.
“A adoção desta decisão durante a 80.ª sessão da Assembleia-Geral tem um significado especial”, acrescentou.
A fusão das agências para criar a UNICLI, disse ainda, cria “uma plataforma mais forte e integrada para aprendizagem, capacitação e transformação institucional”, fatores-chave para impulsionar “a eficácia, a reforma e o impacto” da ONU.
A “Iniciativa ONU80”, lançada no ano passado pelo secretário-geral, António Guterres, é um plano de reforma para melhorar a eficiência da agência e responder à sua crise de liquidez, prevendo, entre outros pontos, um corte médio de gastos de 15% até o fim de 2026 e reduções de pessoal de até 20% em algumas áreas.
“O UNICLI reunirá os pontos fortes complementares da liderança do UNITAR em treino e capacitação para Estados-membros, diplomatas e instituições, e a experiência da UNSSC em aprendizagem, desenvolvimento de liderança e gestão do conhecimento para funcionários da ONU”, afirmou um comunicado das agências que estão em processo de fusão.
A nova entidade está operacional em 01 de janeiro de 2027, após uma transição gradual.
Embora a sua sede seja em Genebra, a cidade de Turim, em Itália, continuará a funcionar como um “campus de aprendizagem e ponto de encontro”, enquanto as cidades de “Bona, Hiroshima, Nova Iorque e Madrid continuarão a desempenhar as suas funções atuais”, detalhou o comunicado.
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