PR são-tomense apela à estabilidade, unidade e trabalho para promover crescimento económico

São Tomé, 03 set 2026 (Lusa) — O Presidente reeleito de São Tomé e Príncipe, que tomou hoje posse, apelou à estabilidade, unidade e trabalho e defendeu instituições credíveis e cultura de responsabilização para atrair investimentos e promover o crescimento económico do arquipélago.

“Só com estabilidade se constrói confiança, e só com a confiança se promove o desenvolvimento. Um país mergulhado em incerteza e instabilidade dificilmente conseguirá atrair investimento, criar emprego e construir prosperidade. São Tomé e Príncipe precisa de estabilidade política, estabilidade económica e estabilidade social”, afirmou Carlos Vila Nova.

No entanto, o chefe de estado são-tomense sublinhou que “a estabilidade não significa imobilismo, não é silêncio perante os problemas”, mas “significa criar condições” para “trabalhar, investir, produzir e planear o futuro” do arquipélago.

Carlos Vila Nova defendeu que é preciso olhar para a economia do arquipélago com ambição e responsabilidade e sublinhou que o “crescimento económico não pode ser apenas números em relatórios, mas deve ter impacto na vida das pessoas.

“O desenvolvimento económico exige instituições credíveis, exige regras claras, exige transparência, responsabilidade na gestão dos recursos públicos e uma administração capaz de servir os cidadãos e apoiar aqueles que querem trabalhar e investir”, precisou.

“Neste segundo mandato devemos reforçar uma cultura de responsabilidade e prestação de contas. Quem exerce funções de liderança deve compreender que o poder não é propriedade de ninguém. O poder é um serviço, é uma responsabilidade temporária, que deve ser exercida em benefício da comunidade”, acrescentou o chefe de Estado são-tomense.

Vila Nova disse que não promete que todos os problemas serão resolvidos de um dia para o outro, mas reafirmou o “compromisso com o trabalho, com o diálogo, com a responsabilidade com a defesa dos princípios que devem orientar a sociedade democrática”.

“Estou plenamente consciente que essa renovação de confiança representa uma exigência para que eu faça mais e melhor (…) e trabalhe com maior determinação em favor daqueles que acreditam em dias melhores para cada são-tomense”, declarou o chefe de Estado são-tomense.

Carlos Vila Nova destacou que “São Tomé e Príncipe tem todas as condições para construir um futuro melhor”, mas sublinhou que “esse futuro não será construído apenas pelos dirigentes”, mas por todos os são-tomenses.

O chefe de Estado apontou alguns desafios nos setores como a educação, criação de emprego, combate à pobreza, justiça, e crescimento económico, sublinhando que os mesmos não serão resolvidos sem inclusão de todos.

Neste sentido, defendeu que o país precisa de “uma verdadeira cultura de cooperação”, diálogo e interdependência entre os poderes instituídos e nos vários setores da sociedade, assim como a construção de “pontes onde muitas vezes foram construídos muros”.

“São Tomé e Príncipe tem todas as condições para construir um futuro melhor, mas esse futuro não será construído apenas pelos dirigentes […] será construído por todos nós”, insistiu o Presidente são-tomense.

Carlos Vila Nova tomou hoje posse, pela segunda vez, como Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe, numa cerimónia na Assembleia Nacional com a presença de vários chefes de Estado e de Governo estrangeiros.

A assistir estiveram os presidentes da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e do Gabão, Brice Cloraire Olingui Nguema, os chefes dos governos de Portugal, Luís Montenegro, de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi, da Guiné Equatorial, Manuel Osa Nsue Nsua, e de Marrocos, Aziz Akhannouch.

Carlos Vila Nova foi reeleito em 19 de julho passado à primeira volta, com 55,88% dos votos, batendo Nito D’Abreu (41,46%), Miques João (1,59%) e Eugénio Tiny (1,07%).

O chefe de Estado, de 67 anos, engenheiro de telecomunicações, que foi ministro nos governos liderados por Patrice Trovoada, é o quinto Presidente de São Tomé e Príncipe, cargo anteriormente ocupado por Manuel Pinto da Costa, Miguel Trovoada, Fradique de Menezes e Evaristo Carvalho.

 

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