Investigação da Universidade McMaster abre caminho ao diagnóstico precoce de Parkinson

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Uma equipa de investigadores da Universidade McMaster, em Hamilton, identificou novas pistas sobre a doença de Parkinson através do estudo de uma proteína associada à progressão da doença.

A investigação, publicada na revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences”, analisou o comportamento da proteína alfa-sinucleína no sangue e no líquido cefalorraquidiano e concluiu que esta apresenta características distintas em cada um destes fluidos.

Os cientistas acreditam que esta descoberta poderá abrir caminho a métodos de diagnóstico mais precoces, antes do aparecimento dos sintomas neurológicos.

Até agora, grande parte da investigação sobre o Parkinson centrou-se no cérebro. No entanto, os investigadores defendem que a doença poderá desenvolver-se noutras partes do organismo durante vários anos antes de atingir o sistema nervoso.

Para este estudo, a equipa recorreu a técnicas avançadas de ressonância magnética nuclear e espectrometria de massa, o que permitiu analisar com elevado rigor as interações da proteína nos diferentes fluidos biológicos.

O trabalho contou com a colaboração de especialistas das áreas da ciência, da saúde e da engenharia, bem como com o contributo de amostras fornecidas por unidades hospitalares.

Os responsáveis sublinham que os resultados ainda não permitem uma aplicação clínica imediata. Ainda assim, consideram que a descoberta representa um passo importante na procura de biomarcadores capazes de detetar a doença numa fase precoce.

Os métodos desenvolvidos pela equipa poderão também contribuir para o estudo de outras doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, reforçando a importância da investigação científica na compreensão do envelhecimento