Sindicatos da função pública convocam greve das carreiras gerais para 02 de outubro

Lisboa, 01 set 2026 (Lusa) — Três estruturas sindicais da função pública afetas à CGTP convocaram uma greve das carreiras gerais para 02 de outubro, para exigir a valorização dos profissionais “os mais mal pagos da administração pública”, anunciou hoje a federação de sindicatos.

A paralisação é marcada em conjunto pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

A greve abrange os cerca de 350 mil trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública central, direta e indireta, local e regional, disse Joaquim Ribeiro, dirigente da federação nacional, numa conferência de imprensa em Lisboa, em nome das três estruturas sindicais.

Os sindicatos reivindicam uma valorização imediata das carreiras destes profissionais, o reconhecimento das especificidades das profissões e o início imediato das negociações salariais sem esperar pelo próximo ano.

A greve serve para deixar “um alerta urgente ao Governo”, para mostrar que “não se pode esperar para 2027 para iniciar a iniciação e os trabalhadores vão demonstrar isso mesmo”, disse Joaquim Ribeiro.

Além da paralisação de âmbito nacional, os sindicatos agendaram uma manifestação em Lisboa para o mesmo dia, às 11:00.

O dirigente sindical lembrou que a greve abarca “os mais mal pagos da administração pública” e acusou o Governo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) de, ao longo dos últimos dois anos, “deixar sempre para o fim os trabalhadores das carreiras gerais”.

“Estamos certos de que será uma grande greve da administração pública, com milhares de serviços públicos encerrados, com milhares de escolas encerradas, perturbações na recolha do lixo”, disse.

Joaquim Ribeiro reconheceu que os sindicatos têm noção de que a paralisação “vai criar perturbação à população”, mas aquilo que dizem às populações “é que os trabalhadores também estão a fazer greve para que o serviço público seja mais bem prestado”.

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