
Washington, 25 ago 2026 (Lusa) – O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu hoje que as execuções de manifestantes no Irão têm de ter “fim imediatamente”, classificando-as como uma “crise humanitária de proporções gigantescas”.
“A República Islâmica do Irão, em colapso total, não está a pagar a uma grande parte dos seus militares, enquanto continua a matar mesmo manifestantes, mesmo quando estes não estão a protestar”, escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.
“Trata-se de uma crise humanitária de proporções gigantescas, à qual é preciso pôr fim IMEDIATAMENTE”, acrescentou Trump, recorrendo novamente à escrita em maiúsculas para enfatizar a sua mensagem.
Não especificou se se referia a alguma em particular, mas o número de execuções aumentou no Irão desde o inÃcio da guerra, a 28 de fevereiro, com ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel a Teerão, justificados com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
A justiça iraniana anunciou no domingo a execução de um homem condenando por ter realizado “ações operacionais” em favor de Israel e dos Estados Unidos durante as manifestações de janeiro deste ano.
Um movimento de contestação, inicialmente desencadeado no fim de dezembro de 2025 pelo aumento do custo de vida, transformou-se rapidamente em grandes manifestações antigovernamentais, que culminaram a 08 e 09 de janeiro.
As autoridades iranianas reportaram mais de 3.000 mortos, atribuindo a violência a “atos terroristas” orquestrados pelos Estados Unidos e por Israel, ao passo que organizações de defesa dos direitos humanos com sede no estrangeiro afirmam que as forças de segurança abriram fogo sobre os manifestantes.
Este ano, pelo menos 1.639 pessoas foram até agora executadas no Irão — um recorde desde 1989, segundo as organizações não-governamentais (ONG) Iran Human Rights, sediada na Noruega, e Juntos Contra a Pena de Morte, com sede em Paris.
Em meados de agosto, mais de 30 paÃses, entre os quais Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Canadá, condenaram, numa declaração conjunta, as execuções no Irão.
Os Estados Unidos, onde ainda existe a pena capital, não assinaram esse documento.
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