
(CORREÇÃO)Oslo, 23 ago 2026 (Lusa) — O estado de saúde do rei Haroldo V da Noruega, de 89 anos, que se encontra hospitalizado devido a complicações relacionadas com uma doença sanguínea, agravou-se durante o fim de semana, anunciou hoje o Palácio Real norueguês.
O decano dos monarcas da Europa, Haroldo V sofre de anemia hemolítica, uma doença do sangue que provoca a destruição anormalmente rápida dos glóbulos vermelhos, e está internado há quase uma semana no Hospital Nacional de Oslo.
“O estado de saúde de Sua Majestade, o Rei, agravou-se durante o fim de semana”, disse o palácio, em comunicado, acrescentando que o monarca “está a receber antibióticos para tratar uma infeção bacteriana no sangue e tem respondido bem ao tratamento”.
Haroldo ascendeu ao trono norueguês em 1991 e tem enfrentado vários problemas de saúde há vários anos, mas sempre afastou a possibilidade de abdicar.
Nos últimos dias, vários membros da sua família, incluindo o seu filho, o príncipe herdeiro Haakon Magnus, que serve como regente na sua ausência, visitaram o rei no hospital.
O rei, internado na segunda-feira passada devido à retenção de líquidos provocada pelo tratamento com cortisona, foi colocado em baixa médica durante duas semanas.
Estes novos problemas de saúde surgem numa altura em que a família real norueguesa está envolvida em vários escândalos nos últimos meses, particularmente envolvendo a princesa herdeira, Mette-Marit, mulher de Haakon.
A publicação de documentos nos Estados Unidos da América, no final de Janeiro, revelou a extensa e, por vezes, íntima correspondência de Mette-Marit com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, entre 2011 e 2014, mesmo que o financeiro norte-americano já tivesse sido condenado.
A princesa teve também de lidar com os problemas legais do filho, Marius Borg Høiby, fruto de uma relação anterior ao casamento de Mette-Marit e Haakon, em 2001.
Høiby, de 29 anos, foi condenado em junho a quatro anos de prisão por duas violações e 32 outras acusações, incluindo violência contra uma ex-companheira, e recorreu da sentença.
Mette-Marit, de 53 anos, que sofre de uma doença pulmonar incurável, foi também submetida a um transplante pulmonar em julho.
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