
Sines, 23 ago 2026 (Lusa) — A adesão à greve dos trabalhadores da REN Atlântico, que asseguram a operação do terminal de gás natural liquefeito (GNL) de Sines, é de 100% nos primeiros dois turnos do protesto que teve hoje inÃcio, disse à Lusa fonte sindical.
De acordo com Rogério Silva, da Fiequimetal (Federação Intersindical das Industrias Metalúrgicas, QuÃmicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas), a adesão é total.
“A adesão é de 100%, não há qualquer cisterna a ser abastecida. O segundo turno teve inÃcio à s 09:00 e mantém-se a adesão a 100%. O que está a ser debitado para a rede é o abastecimento normal de fim de semana pois os serviços mÃnimos estão a ser respeitados”, avançou à Lusa.
Os trabalhadores da REN Atlântico começaram pelas 00:00 de hoje uma greve até terça-feira, exigindo uma pré-reforma que compense o desgaste do trabalho por turnos.
A paralisação foi convocada pelo SITE Sul e pela Fiequimetal e insere-se num processo reivindicativo que, segundo um comunicado da estrutura sindical, se arrasta desde 2012.
De acordo com fonte da REN, em resposta entretanto enviada à Lusa, a greve convocada para o terminal “está em curso tendo sido asseguradas as operações consideradas crÃticas para a segurança de abastecimento e gestão de reservas de gás que é absolutamente crÃtica para alguns serviços de primeira necessidade”.
A fonte da REN acrescenta que a empresa “respeita plenamente o direito à greve”, salientando que tem mantido “sempre um diálogo construtivo com os sindicatos e trabalhadores e reconhece o sentido de responsabilidade demonstrado por todas as partes no cumprimento dos serviços mÃnimos definidos”.
Entre as reivindicações está o acesso à pré-reforma em condições semelhantes às previstas para os trabalhadores abrangidos pelo ACT 2000, bem como a correção das desigualdades salariais entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções.
A Fiequimetal referiu, antes do inÃcio da greve, que a maioria dos trabalhadores da REN Atlântico conta atualmente com uma média de 20 anos de trabalho em regime de turnos, situação que justifica, na perspetiva sindical, a criação de um plano de pré-reforma a médio prazo.
A estrutura sindical alertou também que, sem alterações às condições atuais, um trabalhador desta instalação teria de permanecer mais 26 anos e nove meses no ativo e em regime de turnos, o que, somado aos 20 anos já trabalhados em média, representaria um total de 46 anos e nove meses neste regime.
A Fiequimetal defendeu que a administração da REN deve criar um plano de pré-reforma para os trabalhadores por turnos do terminal de GNL, considerando que a instalação tem um papel estratégico na segurança do abastecimento energético do paÃs.
A estrutura sindical sustentou ainda que a REN dispõe de condições económicas e financeiras para responder às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
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