
Frankfurt, Alemanha, 20 ago 2026 (Lusa) — O euro ultrapassou, esta tarde, os 1,17 dólares, atingindo o valor mais elevado dos últimos três meses.
Contudo pelas 16:30 (hora de Lisboa), o euro já estava abaixo desta barreira, ao negociar a 1,1684 dólares.
O Banco Central Europeu (BCE) fixou a taxa de câmbio de referência do euro em 1,1681 dólares.
O euro foi pressionado pela divulgação dos dados do desemprego nos EUA.
O número de pedidos de subsÃdio desemprego desceu em 6.000 na semana passada de 212.000 para 206.000, nos EUA, informou hoje o Departamento do Trabalho norte-americano.
Os pedidos de subsÃdio de desemprego são um indicador dos despedimentos, e os economistas acompanham-nos de perto, pois são usados como medidor da evolução do mercado de trabalho.
Ao longo do último ano, os pedidos têm-se mantido num intervalo historicamente baixo, entre cerca de 200.000 e 230.000 por semana.
Na quarta-feira, foi também revelado que alguns membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) da Reserva Federal (Fed) norte-americana recomendaram um aumento das taxas de juro, caso a inflação não baixe.
“Alguns participantes estimaram ser, provavelmente, necessário apertar a polÃtica monetária, se a inflação não diminuir”, lê-se nas atas divulgadas na quarta-feira.
Na reunião em causa, a Fed decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 3,5% – 3,75%.
Dos 12 membros votantes, nove votaram pela manutenção das taxas de juro, enquanto os presidentes das reservas de Cleveland, Minneapolis e Dallas defenderam um aumento de 0,25 pontos percentuais.
Em julho, a taxa de inflação desacelerou para os 3,4%.
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