
O Keystone XL pode voltar à agenda das relações entre o Canadá e os Estados Unidos da América (EUA). Donald Trump afirmou que o projeto, há muito abandonado, poderá ser recuperado no âmbito das atuais negociações entre os dois países.
O presidente norte-americano defendeu o regresso do oleoduto numa publicação feita na terça-feira, 18 de agosto, na rede Truth Social. Trump afirmou que o Keystone XL poderia ser retirado do que chamou de “túmulo”, numa referência à decisão do antigo presidente Joe Biden de cancelar o projeto.
A proposta foi apresentada pela primeira vez em 2008 pela então TransCanada, atualmente TC Energy. O objetivo era transportar petróleo de Alberta para refinarias no centro dos Estados Unidos e, através de uma extensão, chegar à costa do Texas.
O projeto recebeu aprovação do regulador canadiano em 2010, mas enfrentou forte oposição nos EUA. Grupos ambientalistas contestaram o oleoduto, numa disputa que envolveu processos judiciais, protestos e sucessivos confrontos políticos.
Barack Obama rejeitou o projeto duas vezes. Trump recuperou a autorização durante o primeiro mandato, mas Joe Biden voltou a cancelar o Keystone XL no primeiro dia da presidência, em 2021.
Agora, Trump quer novamente recuperar essa possibilidade. Entretanto, a infraestrutura mudou de mãos. A South Bow Corp. passou a controlar o sistema existente depois de se separar da TC Energy, em 2024.
A empresa está a desenvolver uma alternativa chamada Prairie Connector, que aproveitaria cerca de 150 quilómetros de tubagem já instalada no Canadá e inicialmente prevista para o Keystone XL. O projeto recebeu compromissos para transportar 465 mil barris de petróleo por dia durante 20 anos.
A South Bow deverá tomar uma decisão final sobre o investimento no próximo ano. Para já, o eventual regresso do Keystone XL surge como mais um ponto nas negociações entre Ottawa e Washington.



