Incêndios: Intervenções em Tondela deverão arrancar até final de setembro

Tondela, Viseu, 14 ago 2026 (Lusa) — Intervenções nas áreas do concelho de Tondela afetadas pelo incêndio de julho deverão arrancar até ao final de setembro e custar 177 mil euros, revelou hoje à agência Lusa a presidente da Câmara.

O Relatório de Estabilização de Emergência após incêndio elaborado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) abrangeu toda a área que ardeu no concelho de Tondela, distrito de Viseu, e teve em consideração intervenções nas linhas de água registadas.

“Serão intervencionadas linhas de água secundárias, em especial as que comportam aquedutos de escoamento que atravessam eixos rodoviários e rede viária florestal”, explicou Carla Antunes Borges à Lusa.

Segundo a autarca, “também haverá intervenções na recuperação de troços de rede secundária de faixas de gestão de combustível”.

A Câmara de Tondela já se encontra “a diligenciar a contratualização dos prestadores de serviços e empreiteiros para a realização dos diferentes trabalhos”, que deverão ter início até ao final de setembro e decorrer até junho de 2027.

O relatório feito pelo ICNF identifica e prioriza as necessidades de intervenção mais urgentes nas áreas afetadas pelo fogo ao nível da estabilização dos solos, da proteção das linhas de água e da recuperação da vegetação.

O objetivo é “minimizar fenómenos de erosão, arrastamento de materiais e outros riscos resultantes da perda do coberto vegetal”.

O decreto-lei n.º 82/2021, de 13 de outubro, estabelece que estas intervenções integram o processo de estabilização de emergência e recuperação das áreas afetadas por grandes incêndios rurais, no âmbito de uma atuação articulada entre o ICNF, os municípios e as restantes entidades com responsabilidades no território.

No concelho de Tondela, a União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho foi a única a ser afetada por este incêndio, com uma área ardida de 1.500 hectares.

A autarquia está também a trabalhar com o investigador e professor da Universidade de Aveiro Carlos Fonseca na preparação de um pacote de medidas que minimizem os impactos do incêndio.

Este fogo teve início às 03:04 do dia 02 de julho em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, no concelho de Vouzela, também no distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.

As chamas — que atingiram os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e Águeda, no distrito de Aveiro – chegaram a ser combatidas por mais de 1.200 operacionais.

AMF (IYN) // SSS

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