Sara Correia e Camané no Festival Fado no Rio de Janeiro e em S. Paulo em novembro

Lisboa, 14 ago 2026 (Lusa) — O Festival Fado regressa este ano ao Rio de Janeiro, Brasil, em 06 de novembro, contando com espetáculos de Sara Correia e Camané e uma exposição intitulada “Os bairros de Lisboa”, anunciou hoje a organização.

Subordinado ao tema “O fado e os bairros”, no Rio de Janeiro, Sara Correia e Camané cantarão, pelas 21:00 e 22:00, respetivamente, no Vivo Rio, acrescenta a programação do certame.

Nos dias 02 e 03 de novembro, Sara Correia e Camané atuarão, pelas 20:30, no Cultura Artística, em S. Paulo, no âmbito do Festival Fado S. Paulo.

Sara Correia, que regressa ao Festival Fado, lançou o primeiro álbum, em 2018, com o próprio nome, que lhe valeu prémios e o reconhecimento no panorama musical.

Em 2021, o álbum “Do Coração” foi indicado para um Grammy Latino. Neste festival, a fadista irá cantar temas do seu mais recente álbum, “Tempestade”.

Camané, que começou a cantar fado ainda criança e que aos 13 anos venceu o concurso “Grande Noite do Fado de Lisboa”, tem lançado trabalhos discográficos de forma consistente desde os anos 1990.

Em 2019, com Mário Laginha, embarcou no projeto “Aqui está-se sossegado”, do qual nasceu um álbum com o mesmo nome e que foi indicado para um Grammy Latino. “Horas vazias”, lançado em 2021, é o seu mais recente trabalho discográfico de estúdio, e é com ele que chegará ao Festival Fado Rio de Janeiro.

“O fado e os bairros” dá também mote à mostra intitulada “Os bairros de Lisboa”, a apresentar no Vivo Rio, que tem curadoria do Museu do Fado, lê-se na programação.

Da programação do Festival consta ainda, no dia 05, pelas 14:30, a conferência “O Fado e as Ruas de Lisboa”, que conta com a presença do compositor e guitarrista Diogo Clemente, e, às 15:30, a exibição do filme “Do Bairro”, de Diogo Varela Silva. As iniciativas decorrem no Real Gabinete Português de Leitura.

Numa edição que destaca a “profunda ligação entre o fado e os bairros históricos de Lisboa, como Alfama, Mouraria, Bairro Alto ou Madragoa”, na conferência o compositor e guitarrista Diogo Clemente falará sobre a “relação simbólica de como o género musical influenciou e é influenciado pelos habitantes da cidade”.

“O Fado é uma consequência da vida e das vivências que o tornam num jornal do povo e das almas, compreendido por todos, mas que, ao mesmo tempo, tem a sua própria linguagem em cada bairro da cidade e em cada casa de Fado”, lê-se na programação.

Dirigido pelo cineasta português Diogo Varela Silva, o documentário “Do Bairro” viaja até aos bairros de Alfama e da Mouraria, onde os moradores se reúnem para contar as suas histórias e as suas tradições”, num trabalho que aborda também “as transformações vividas por estas comunidades, entre a memória local, o fado e as mudanças urbanas”.

Ainda no dia 05, às 19:00, será inaugurada no Vivo Rio a exposição “Os Bairros de Lisboa”, que “recupera imagens, personagens e referências ligadas aos bairros populares de Lisboa”

“Com curadoria do Museu do Fado, a exposição revela como essas regiões se transformaram em espaços fundamentais para a construção da memória fadista”, acrescenta a programação.

O Festival Fado é uma coprodução Alto e Bom Som e Everything is New.

“Com 16 edições desde a estreia em Madrid, em 2011, ano em que o Fado foi reconhecido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, o Festival Fado afirma-se hoje como uma referência internacional na divulgação do género musical. Com presença consolidada na América Latina, a edição deste ano passará por 11 cidades”, conclui o comunicado hoje divulgado pela promotora Everything is New.

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