
Lisboa, 13 ago 2026 (Lusa) – A Linha SNS 24 não registou qualquer impacto associado à observação do eclipse solar na quarta-feira, segundo dados divulgados hoje à Lusa pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).
Os dados precisam que a Linha SNS 24 realizou na quarta-feira 429 triagens por problemas oculares, um valor em linha com o registado no mesmo dia da semana anterior (407) e com as médias diárias de triagem por este motivo dos meses precedentes (435 em maio, 413 em junho e 389 em julho).
Também ao nÃvel dos encaminhamentos não foram registadas alterações face aos padrões habituais.
Das situações triadas no dia 12 de agosto, 286 foram encaminhadas para um serviço de urgência, 130 para cuidados de saúde primários, 11 para autocuidados, com seguimento por enfermeiros da Linha SNS 24, e duas para o INEM.
Antes do eclipse, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações dirigidas à população e aos empregadores para uma observação segura do eclipse total do sol, com o objetivo de prevenir lesões oculares e reduzir o risco de acidentes associados ao fenómeno.
Também o Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos e a comunidade cientÃfica alertaram para os riscos de observar diretamente o eclipse solar sem proteção adequada.
Segundo a autoridade de saúde, a observação do eclipse só devia ser feita exclusivamente com óculos certificados para eclipse solar, em conformidade com a norma ISO 12312-2 e com marcação CE.
Em Portugal, o eclipse solar foi total apenas numa área restrita do Parque Natural de Montesinho, perto de Bragança.
No resto do paÃs, o eclipse foi parcial, de entre 92% e 99% em todo o território continental e os 74% a 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
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