Universidade de Leiria e Oeste quer afirmar-se como instituição de nova geração

Leiria, 07 ago 2026 (Lusa) — O primeiro reitor da recém-criada Universidade Leiria e Oeste (ULO), Carlos Rabadão, disse hoje que pretende construir uma universidade de nova geração, aberta ao conhecimento e à diversidade.

“Temos vindo a afirmar a vontade de construir uma universidade de nova geração. Esta expressão não pode ser apenas um lema. Tem de traduzir uma forma concreta de pensar e fazer universidade”, afirmou Carlos Rabadão, após o ministro da Educação, Ciência e Inovação lhe ter dado posse como reitor.

O dirigente sublinhou que o caminho é garantir uma “universidade aberta ao conhecimento e à diversidade, às empresas, aos municípios, às escolas, aos hospitais, às instituições culturais e às organizações sociais”.

“Aberta a Portugal e ao mundo”, reforçou.

A Universidade Leiria e Oeste resultou de um longo processo de transformação do Politécnico de Leiria, que provou ter todas as condições para dar esse passo.

Carlos Rabadão destacou que a mudança não se faz apenas pela forma jurídica.

“Aquilo que muda não é a missão fundamental da universidade. É a forma como temos de a concretizar. Precisamos de instituições mais abertas, mais flexíveis, mais interdisciplinares e mais capazes de cooperar”, observou.

As instituições devem contribuir “para a compreender, orientar e liderar”, e saber “preparar os estudantes não apenas para as profissões existentes, mas para um mundo profissional em permanente transformação”.

“O papel da universidade continua a ser aquele que atravessou os séculos: criar conhecimento, transmitir conhecimento, formar pessoas livres, competentes e responsáveis, e colocar o saber ao serviço do bem comum”, constatou, alertando para as “transformações profundas” que a inteligência artificial está a trazer.

Segundo o reitor, “a ciência desenvolve-se a uma velocidade sem precedentes”, a “transição digital modifica profissões, organizações e modelos de criação de valor”.

“As alterações climáticas e a sustentabilidade exigem novas respostas. As mudanças demográficas obrigam-nos a repensar a relação entre educação, trabalho e envelhecimento. A aprendizagem deixou de estar concentrada numa fase da vida e passou a acompanhar todo o percurso das pessoas”, acrescentou.

Ser universidade de nova geração é “preservar a liberdade académica, o rigor científico, o pensamento crítico, a ética e a procura da verdade”, procurando a transformação.

Carlos Rabadão defendeu ainda que é preciso “aproximar verdadeiramente o ensino e a investigação”, promover “o diálogo entre disciplinas, escolas, áreas científicas e culturas profissionais”, e compreender “que os estudantes não são apenas destinatários do conhecimento, mas participantes ativos na sua construção”.

O reitor reafirmou a importância de assegurar uma investigação “orientada para a resolução de problemas” e de ter uma universidade “que não fale apenas para a sociedade, mas que saiba escutá-la” e que “aprenda com os seus parceiros ao mesmo tempo que contribui para os transformar”.

Para Carlos Rabadão, o “e” de ligação da Universidade Leiria e Oeste é “uma das suas maiores forças” e irá contribuir “para modernizar as atividades económicas existentes e para atrair novas atividades intensivas em conhecimento”.

Considerando que não é apenas um reitor e a sua equipa que constrói uma universidade, o dirigente assumiu o compromisso de contar com toda a comunidade, “com diálogo, com exigência, com transparência, com responsabilidade, com espírito de serviço”.

A Agenda para a Transformação ULO 2035 será um convite à participação de todos para que possam deixar sugestões, respondendo ao que a “universidade e a sociedade precisarão em 2035”.

Na cerimónia de hoje tomaram ainda posse os membros da Comissão Instaladora da ULO e os membros do Conselho de Gestão, bem como a nomeação e posse da equipa reitoral e dos diretores das cinco escolas.

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