
Gaza, Palestina, 29 jul 2026 (Lusa) — Mais de 60.000 menores em Gaza perderam um dos pais em ataques israelitas desde o inÃcio da ofensiva em outubro de 2023, indica o Ministério da Saúde do enclave palestiniano num relatório divulgado hoje.
Numa compilação de dados sobre as mortes causadas pela ofensiva israelita, o ministério, controlado pelo grupo islamista palestiniano Hamas, especificou que 52.095 menores perderam o pai, enquanto 5.929 perderam a mãe.
Além disso, 2.713 crianças perderam os dois progenitores e ficaram completamente órfãs durante a guerra.
No total, 2.276 famÃlias foram completamente apagadas do registo civil, sendo compostas por 8.858 pessoas.
Relativamente aos dados sobre a orfandade, o Ministério da Saúde afirma que a região de Gaza, no norte da Faixa de Gaza e onde se encontra a capital com o mesmo nome, foi aquela onde mais crianças ficaram órfãs.
Ali, 19.700 crianças perderam o pai, 2.083 a mãe e 1.075 os dois progenitores (quase 50% do total em toda o enclave).
A segunda área mais afetada é o norte de Gaza, seguida por Khan Yunis (sul), a região central e, finalmente, Rafah (extremidade sul da Faixa), que tem estado praticamente desabitada há mais de um ano e meio face ao avanço do exército israelita, que ocupa militarmente a área.
Segundo dados oficiais, as forças armadas israelitas prosseguem com os ataques no enclave e mataram pelo menos 1.209 pessoas desde que o cessar-fogo entrou em vigor em outubro de 2025.
Os dados do Ministério da Saúde de Gaza são considerados credÃveis pela ONU.
Desde o inÃcio da ofensiva na Faixa de Gaza a 07 de outubro de 2023, na sequência do ataque do Hamas ao sul de Israel, pelo menos 73.335 pessoas morreram.
A operação militar israelita também provocou um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
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