
BrasÃlia, 28 jul 2026 (Lusa) — A defesa do candidato a Presidente do Brasil Flávio Bolsonaro alegou hoje, numa declaração escrita apresentada à PolÃcia Federal, que não houve crime de calúnia contra o Presidente brasileiro, Lula da Silva, numa publicação nas redes sociais.
Os advogados do senador alegam que não houve ofensa contra Lula e o que texto de Flávio Bolsonaro, publicado em 03 de janeiro, na rede social X foi mal interpretado.
Nesse texto, o filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro associou Lula ao ex-lÃder venezuelano Nicolás Maduro, capturado por forças norte-americanas naquele dia na Venezuela, e escreveu que o Presidente brasileiro seria denunciado.
“Lula será delatado [denunciado]. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, escreveu o senador Flávio Bolsonaro na época.
Para a sua defesa, a publicação investigada pela PolÃcia Federal “não configura crime”, sustentando que “não houve atribuição falsa de factos” ao Presidente do Brasil.
No documento, os advogados argumentam que a publicação em questão tinha duas frases independentes com destinatários distintos, sendo uma relativa à Lula e outra a Maduro.
Os advogados argumentaram ainda que a investigação da PolÃcia Federal foi motivada por uma deputada federal do Partido Trabalhista, e não pelo próprio Presidente brasileiro que, caso se sentisse ofendido, teria de ser o autor da denúncia.
O depoimento de Flávio Bolsonaro na PolÃcia Federal foi determinado pelo juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) dizer que faltava a corporação ouvir o senador para concluir o inquérito.
A audição de Flávio Bolsonaro estava marcada para hoje, mas foi cancelada pela própria PolÃcia Federal, que anunciou que o senador apresentou argumentos por escrito através dos seus advogados de defesa.
A corporação encaminhou os documentos da defesa de Flávio Bolsonaro para o Supremo brasileiro, e caberá a PGR denunciar o senador ou encerrar a investigação.  Â
Foi a PolÃcia Federal quem pediu autorização ao Supremo para iniciar uma investigação contra Flávio, por entender que o senador bolsonarista atribuiu falsamente crimes ao chefe do Executivo Federal.
No documento hoje entregues, a defesa de Flávio Bolsonaro argumentou que a frase “Lula será delatado” representava apenas uma previsão sobre um evento futuro e não atribuÃa qualquer fato concreto ao atual presidente brasileiro.
Os advogados afirmam que o inquérito não tem “nenhuma prova”, e que as manifestações atribuÃdas a Flávio Bolsonaro “se inserem no contexto do debate polÃtico e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades polÃticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional”.
MYMA // ANP
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