Aviões norte-americanos utilizaram bases israelitas para atacar Irão

Jerusalém, 28 jul 2026 (Lusa) — Vários aviões militares norte-americanos que atacaram o Irão na semana passada descolaram de bases israelitas, afirmou hoje o ministro da Defesa de Israel, reiterando que o país está preparado para responder caso seja alvo de um ataque.

A declaração de Israel Katz surge numa altura em que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, se encontra em Washington para reunir-se com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeadamente para abordar a guerra com o Irão.

Donald Trump, cujas forças armadas suspenderam os ataques ao Irão desde sábado, considerou na segunda-feira que as conversações, que afirmou estarem em curso com Teerão, têm “boas hipóteses” de produzir resultados.

A 07 de julho, as hostilidades foram retomadas entre as duas partes em conflito, apesar do protocolo de acordo alcançado em meados de junho com vista ao fim da guerra. Israel não participou nesta nova fase do conflito.

A guerra começou a 28 de fevereiro, com ataques norte-americanos e israelitas contra o Irão, que respondeu atacando, além de Israel, países vizinhos da região aliados de Washington.

“O facto é que, neste momento — e isso pode mudar dentro de uma hora –, os iranianos estão a disparar contra tudo o que existe na região, com exceção de um único país: o Estado de Israel”, declarou Katz ao canal televisivo israelita Channel 14.

“Eles sabem que aviões norte-americanos descolam daqui para realizar ataques”, acrescentou.

“Isso não significa que sabemos o que vai acontecer amanhã. Significa que sabemos qual será a nossa resposta. Eu anunciei-o, o primeiro-ministro anunciou-o e dissemos isso de forma muito clara: se Israel for alvo de um ataque, responderemos com toda a nossa força”, advertiu o ministro.

Desde a suspensão dos ataques norte-americanos, Teerão deixou de reivindicar quaisquer ataques contra os seus vizinhos da região.

As Forças Armadas israelitas anunciaram ter intercetado dois drones na segunda-feira e outro hoje, antes de entrarem no espaço aéreo israelita, junto à fronteira com a Jordânia, sem precisarem a respetiva origem.

 

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