Primeiro-ministro confiante de que Luís Neves continuará a ser “um ministro muitíssimo competente”

 São João da Madeira, Aveiro, 28 jul 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro remeteu hoje para “os próximos dias” os esclarecimentos do ministro da Administração Interna sobre as recentes polémicas que o envolvem, dizendo-se “confiante” de que, após essas explicações, Luís Neves “continuará a ser um ministro muitíssimo competente”.

As declarações de Luís Montenegro foram proferidas no distrito de Aveiro, à margem da assinatura do protocolo que, a partir de 01 de novembro, entrega a gestão do Hospital de São João da Madeira à Santa Casa da Misericórdia local.

“Estou muito tranquilo e muito confiante no trabalho do ministro da Administração Interna e, naturalmente, sobre as explicações que ele tem sobre as imputações que lhe têm sido dirigidas. Estou absolutamente confiante de que continuará a ser, como tem sido, um ministro muitíssimo competente e muitíssimo ligado às tarefas que cabem à sua magistratura”, afirmou o governante.

Apelando à “tranquilidade e vigilância das populações” na prevenção de incêndios e agradecendo o contributo dos agentes de Proteção Civil, em particular dos bombeiros, para “evitar dimensões maiores em muitos incêndios em Portugal”, o primeiro-ministro rejeitou que Luís Neves esteja a evitar abordar perante os jornalistas questões sobre as recentes polémicas envolvendo obras nas suas propriedades e respetiva investigação policial.

“Ele está em permanência a capitanear o esforço de coordenação de todas as entidades envolvidas (…) e tem feito um esforço notável de gestão dessa coordenação”, afirmou Luís Montenegro.

“O ministro está concentrado no cumprimento da sua missão e, nesse âmbito, tem falado com os jornalistas todos os dias”, continuou o governante. “Percebo que o escrutínio jornalístico solicite informações que vão para além daquela que é missão direta operacional sob a sua responsabilidade, mas o que posso dizer é que o ministro prestará nos próximos dias as informações necessárias para que, do ponto do vista político, se possa compreender as imputações que lhe têm sido feitas”, concluiu.

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