
Santa Maria da Feira, Aveiro, 28 jul 2026 (Lusa) — O evento de recriação histórica “Viagem Medieval” arranca hoje à noite em Santa Maria da Feira com dois espetáculos em estreia gratuita e espera nos 12 dias seguintes 650.000 visitas, para assinalar o seu 30.º aniversário
Resultando de um investimento de 2,1 milhões de euros, e envolvendo o trabalho de cerca de 2.000 pessoas por dia, a recriação do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto vai evocar até 9 de agosto o período do Condado Portucalense que antecedeu a emancipação de Portugal.
Para isso, a edição de 2026 — que nos 12 dias de programa oficial tem sempre entrada paga no período da tarde e da noite — distribui por 37 hectares do centro histórico da Feira um total de 18 áreas temáticas, cuja atividade própria é complementada com a apresentação de 88 espetáculos por dia, o serviço de 77 espaços de restauração e alimentação, e o funcionamento de 144 bancas de artesanato e comércio.
Este ano, o recinto contará ainda com 10 novos bebedouros públicos, que, dispostos por locais estratégicos da cidade, foram instalados pela empresa Indáqua para uso permanente da comunidade, ao longo de todo o ano.
A expectativa da Câmara Municipal, da empresa municipal Feira Viva e da Federação das Coletividades locais é que toda essa oferta atraia ao recinto, nos 12 dias de acesso controlado, os mesmos cerca de 650.000 habitantes que por lá passaram na edição de 2025, embora essas três entidades admitam que a afluência ao evento que co-organizam está sempre muito dependente das condições climatéricas.
O presidente da Câmara, Amadeu Albergaria, defende, em todo o caso, que esta será uma Viagem Medieval “altamente mobilizadora, com a maior ação coletiva de envolvimento de sempre”.
O autarca justifica essa perspetiva com alguns exemplos: a noite de abertura contará com “500 Filhos da Viagem”, isto é, com 500 pessoas que nasceram na Feira desde 1996, ano da primeira edição do evento, e se inscreveram para uma única performance coletiva que celebra o 30.º aniversário da iniciativa; há outro espetáculo que, em cada noite, reunirá um grupo diferente de dezenas de crianças que, no último ano letivo, participaram num projeto-piloto de “aulas de danças medievais nas escolas”; e no Museu Convento dos Loios estará patente “uma grande exposição de projetos educativos” com que diversos estabelecimentos de ensino também abordaram, em domínios desde o teatro até à robótica, os 30 anos da Viagem Medieval.
Amadeu Albergaria realça ainda que milhares de famílias e lojistas decoraram as janelas e varandas do centro da cidade com o brasão dos Condes da Feira, graças a 4.000 bandeiras oferecidas pela Câmara e 1.000 vendidas ao público, o que considera demonstrar “uma adesão admirável por parte dos feirenses” ao aniversário do evento que, ao longo de três décadas, “foi o motor de uma transformação profunda do território”.
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