Especialistas alertam para efeitos do fumo dos incêndios no cérebro

Foto: https://en.wikipedia.org/wiki/2026_Canadian_wildfires

A exposição ao fumo dos incêndios florestais pode afetar não só os pulmões e o coração, mas também o cérebro. O alerta surge numa altura em que várias regiões do Ontário continuam sob a influência do fumo proveniente dos incêndios no norte da província.

Segundo especialistas da Universidade de Calgary e de unidades de cuidados continuados em Toronto, as partículas mais pequenas presentes no fumo conseguem penetrar profundamente no organismo. Algumas podem entrar na corrente sanguínea, enquanto outras chegam ao cérebro através das vias nasais.

Esta exposição pode provocar efeitos imediatos, como dores de cabeça, dificuldade de concentração e sensação de confusão mental.

Os investigadores alertam também para as consequências da exposição prolongada. Ao longo do tempo, a inflamação causada por estas partículas pode contribuir para danos nas células cerebrais, aumentando o risco de declínio cognitivo e demência.

Um estudo realizado no Canadá, com cerca de sete mil adultos de meia-idade, concluiu que pessoas expostas a níveis mais elevados de poluição atmosférica apresentaram resultados inferiores em testes de memória.

Os especialistas recomendam que, quando a qualidade do ar estiver comprometida, a população reduza o tempo no exterior, mantenha portas e janelas fechadas e utilize purificadores de ar sempre que possível.

O alerta é sobretudo dirigido a idosos, pessoas com doenças crónicas e comunidades mais expostas ao fumo dos incêndios.

Com o avanço da investigação sobre os efeitos da poluição, os especialistas defendem que proteger a qualidade do ar é também uma forma de proteger a saúde do cérebro.