Governo italiano alarga a menores “detenção preventiva” antes de manifestações

Milão, Itália, 14 jul 2026 (Lusa) — O Governo italiano liderado por Giorgia Meloni aprovou hoje um projeto de lei que permitirá a detenção preventiva de menores que possam colocar em risco manifestações públicas, alargando assim esta controversa doutrina de segurança.

Em fevereiro passado, a coligação governamental de direita e extrema-direita aprovara um pacote de medidas que incluía a “detenção preventiva”, durante algumas horas, de pessoas consideradas perigosas antes de uma manifestação pública, entre outras disposições, tendo agora decidido “alargar esta medida também aos menores”.

O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, explicou, em conferência de imprensa, que o objetivo é impedir que pessoas consideradas suscetíveis de “perturbar a ordem pública” possam, por exemplo, aceder às zonas de lazer noturno mais concorridas.

“Trata-se de pessoas em relação às quais, no âmbito de operações policiais específicas destinadas a prevenir crimes que perturbem a ordem pública — como, por exemplo, nas zonas de lazer noturno —, existam motivos fundamentados para considerar que poderiam adotar comportamentos que representem um perigo para a segurança pública”, sustentou.

O ministro confirmou que, no momento de deter “preventivamente” uma pessoa, serão envolvidas todas as forças de segurança, incluindo a polícia local.

O primeiro “pacote de segurança” adotado em fevereiro passado surgiu na sequência de numerosos distúrbios e confrontos ocorridos à margem de uma manifestação em Turim (norte), durante os quais vários agentes da polícia foram feridos.

Na altura, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, assegurou que o objetivo da chamada “detenção preventiva” — uma medida muito contestada pelos partidos da oposição, de centro-esquerda – é impedir a presença de “grupos organizados e dedicados à violência que nada têm a ver com o direito de manifestação”.

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