Ex-Presidente sul-coreano foi condenado a dois anos de prisão por sondagens ilegais

Seul, 13 jul 2026 (Lusa) – A Justiça sul-coreana condenou hoje o ex-Presidente Yoon Suk-yeol a dois anos de prisão por trocar sondagens de opinião por apoio político.

“O tribunal considerou-o hoje culpado de violar a Lei de Financiamento Político e condenou-o a dois anos de prisão”, disse um representante do tribunal à agência de notícias AFP. Os advogados do Yoon anunciaram que pretendem recorrer da decisão do tribunal.

O tribunal acredita que o ex-Presidente agiu em conluio com a sua mulher, Kim Keon-hee, que aguarda uma decisão do Supremo Tribunal sobre o seu caso na quinta-feira. Já foi absolvida duas vezes neste caso.

No entanto, esta mais recente condenação de Yoon não está relacionada com as anteriores. O antigo Presidente sul-coreano foi considerado culpado de receber sondagens de opinião gratuitas entre 2021 e 2022 em troca do seu apoio a um candidato que procurava a nomeação do seu partido numa eleição suplementar para o legislativo.

O antigo chefe de Estado já tinha sido condenado a prisão perpétua em fevereiro por “insurreição”, por tentar impor a lei marcial em 2024 e enviar militares para o Parlamento. Yoon recorreu da sentença.

Em junho, foi também condenado a 30 anos de prisão por enviar drones para a Coreia do Norte para provocar Pyongyang e desencadear a lei marcial.

Yoon, que foi destituído do cargo em abril de 2025, está atualmente preso.

Já Kim Keon-hee foi condenada a sete anos de prisão por crime de suborno e também cumpre uma pena de quatro anos num caso de manipulação do mercado de ações.

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