PR moçambicano quer penitenciárias a travarem evasões e circulação de telemóveis

Maputo, 13 jul 2026 (Lusa) – O Presidente moçambicano pediu hoje aos serviços penitenciários que reforcem o combate à criminalidade organizada nas cadeias, impedindo a circulação de telemóveis, armas, dinheiro e droga e prevenindo evasões, para tornar aqueles espaços propícios à reabilitação dos prisioneiros.

Daniel Chapo defendeu que é preciso “combater com tolerância zero todas as formas de corrupção que comprometam a credibilidade da instituição, reforçar as medidas destinadas a impedir a entrada e circulação de telemóveis, drogas, armas, dinheiro e outros objetos ilícitos nos estabelecimentos penitenciários”.

O chefe de Estado falava hoje, em Maputo, após patentear Emília de Matos e Isac Nhacassane, promovidos à patente de primeiro-adjunto do Comissário da Guarda Penitenciária, passando a exercer, respetivamente, as funções de diretora do Estabelecimento Penitenciário Regional Sul, em Mabalane, e diretor nacional do Serviço de Cooperação do Serviço Nacional Penitenciário (Sernap).

O Presidente pediu aos patenteados medidas concretas para fortalecer a disciplina, a ética, a integridade e a educação cívica patriótica no seio da guarda penitenciária.

Chapo exigiu aos quadros que tornem “os estabelecimentos penitenciários como verdadeiros espaços seguros de reabilitação e de reinserção social” e que se intensifique “o combate à criminalidade organizada no interior das penitenciárias recorrendo à inteligência penitenciária e à prevenção baseada no risco”.

O Presidente quer também que desenvolvam capacidade de acabar com o extremismo violento através da identificação precoce dos fatores de risco a partir das cadeias, avançando na recolha de informação através dps serviços de informação internos e da implementação de programas de reabilitação.

“Reforçar as medidas de segurança para prevenir fugas, evasões e quaisquer ocorrências suscetíveis de colocar em causa a segurança pública do povo moçambicano” constitui outra exigência colocada pelo chefe do Estado, defendendo que só com estas medidas os serviços penitenciários conseguirão reabilitar os prisioneiros para a sua posterior reinserção social.

Na mesma cerimónia, Daniel Chapo promoveu Francisco Macandja ao posto de brigadeiro, passando a exercer funções de diretor-adjunto dos serviços sociais nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Também promoveu Victor Novela à patente de primeiro-adjunto do Comissário da Polícia da República de Moçambique (PRM), passando a exercer a função de comandante do ramo da polícia costeira e fluvial, pedindo a este último medidas concretas para proteger a costa marítima.

“O combate ao terrorismo, a pesca ilegal, o tráfico de drogas e o crime organizado exigem o reforço da vigilância marítima, da capacidade das forças de defesa e segurança e da cooperação internacional como forma de proteger a soberania nacional, os recursos marinhos que pertencem ao povo moçambicano e o desenvolvimento do nosso país”, disse o chefe do Estado.

O Presidente da República indicou que a segurança marítima é um desafio estratégico para Moçambique, face à sua extensa costa e à relevância da economia azul no país, exigindo a proteção dos recursos que devem beneficiar os moçambicanos.

“É aqui que é chamada a polícia lacustre e fluvial e é na resposta a estes desafios que é chamada a experiência do comandante Victor Novela para assegurar que os recursos naturais e as rotas de navegação sejam protegidas para o benefício do nosso povo e não usados para atos ilícitos”, disse Chapo.

O chefe de Estado elogiou as forças de defesa pelo papel desempenhado na garantia da integridade territorial e da segurança interna do país, destacando o “sacrifício invisível” que está na base da estabilidade política nacional.

“De forma bastante distinta, reiteramos o nosso reconhecimento público de respeito a todos os que estão nas trincheiras e matas da província de Cabo Delgado a defender o nosso povo contra os terroristas”, disse.

PME // VM

Lusa/Fim