
Lisboa, 12 jul 2026 (Lusa) — O Chega acusou hoje o ministro da Administração Interna de alegadas ameaças ao lÃder do partido e pediu uma reunião urgente ao Presidente da República, tendo Luis Neves já rejeitado estas acusações.
Em comunicado, o grupo parlamentar do Chega disse ter tido conhecimento de “ameaças feitas” por LuÃs Neves a André Ventura, remetendo para um vÃdeo legendado pelo partido que está nas redes sociais do debate quinzenal de 27 de maio.
Numa reação ao canal Now esta tarde, LuÃs Neves rejeitou as acusações, dizendo que “as imagens estão truncadas” e estranhou o momento da divulgação deste caso.
“O que eu disse diretamente para a bancada é que têm zero, vocês vão ver. E viram no dia 17 quando eu fui ao parlamento para ser ouvido sobre o tema SIRESP”, afirmou LuÃs neves, acrescentando que nunca ameaçou ninguém.
O Chega disse que pediu uma reunião urgente a António José Seguro por considerar inadmissÃvel esta situação, apelando ao ministro que se retrate das “ameaças e insinuações feitas em plenário” e que “questionou hoje o primeiro-ministro acerca da manutenção de condições de continuidade de um ministro que não apenas foge do escrutÃnio como ameaça os opositores polÃticos com o uso ou a utilização de manobras policiais de intimidação”.
Questionado pela agência Lusa, fonte oficial do Chega referiu que logo após este debate o partido tinha sido alertado desta situação.
“O ministro esbracejava, mexia-se na cadeira, ameaçava o presidente do Chega de ‘fazê-lo pagar’ pelo que estava a dizer e que ‘eles iam cair em cima de nós com toda a carga'”, referiu a mesma fonte oficial, remetendo para o mesmo vÃdeo.
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