PM são-tomense reafirma a educação, saúde e infraestruturas como prioridades

São Tomé, 12 jul 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro são-tomense refirmou hoje que educação, saúde e infraestruturas são prioridades do arquipélago, que assinala hoje 51 anos da independência, e apelou ao trabalho conjunto para melhorar a situação do país.

“São 51 de liberdade, de independência, mas acima de tudo, 51 anos de responsabilidade de assumir os destinos de uma Nação que tem um povo que precisa realmente de desenvolver, de avançar. Daí que cada são-tomense deve olhar para São Tomé e Príncipe como o seu país, ter orgulho do país e dar as mãos para melhores dias”, defendeu Américo Ramos.

O chefe do Governo são-tomense falava à imprensa no final da cerimónia em que se assinalou o 51.º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe e que este ano acontece em plena campanha eleitoral.

O chefe do Governo são-tomense apontou a saúde, educação, infraestruturas e o bem-estar da população como as principais prioridades, e defendeu que “é preciso um trabalho conjunto em várias áreas para permitir que a situação do país melhore”.

“Nos próximos 50 anos, temos de criar todas as condições para que seja melhor que os últimos 50 anos. Não significa que os últimos 50 não foram bons”, sublinhou, reafirmando o objetivo pessoal de estar presenciar o próximo 12 de julho ainda enquanto primeiro-ministro, tendo em conta as eleições legislativas de 27 de setembro.

A cerimónia dos 51 anos da independência de São Tomé e Príncipe decorreu no Palácio dos Congressos, que também acolhe a sede do parlamento, e contou com a participação algumas dezenas de convidados, entre membros do governo, deputados, e representantes do corpo diplomático.

No entanto, a sessão ficou marcada pela ausência dos deputados do grupo parlamentar da Ação Democrática Independente (ADI) liderada pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, bem como da coligação Movimento de Cidadãos Independente/Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN), que são críticos e opositores ao atual Presidente da República, Carlos Vila Nova e ao primeiro-ministro Américo Ramos.

Questionado sobre a ausência, o primeiro-ministro assegurou que “os convites foram feitos para todos” e justificou a posição do Governo.

“Sabemos que estamos num período sensível, há algumas posições, mas mesmo assim não justifica a ausência, mas achamos que com tempo nós poderemos garantir essa união para o desenvolvimento. São Tomé e Príncipe em primeiro lugar”, defendeu Américo Ramos.

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, que presidiu às cerimónias do 51.º aniversário da independência do arquipélago, apelou hoje à paz e tolerância nacional, contra o medo, a intimidação e o ódio, no discurso do Dia da Independência, quando falta uma semana para as presidenciais.

“São Tomé e Príncipe é pequeno demais para o ódio. É pequeno demais para a divisão. (…) Somos todos chamados a fazer diariamente o exercício da tolerância”, sublinhou Carlos Vila Nova.

“Cada cidadão tem o direito de apoiar o candidato da sua preferência. Esse é um direito sagrado, conquistado com muito esforço e que deve ser exercido livremente, sem medo, sem intimidação e sem qualquer forma de pressão”, defendeu o recandidato presidencial, que desta vez não conta com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), mas de uma espécie de ‘consórcio’ da oposição. 

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