
Lisboa, 10 jul 2026 (Lusa) – Entre 2020 e 2025, o número de idosos vÃtimas de crime aumentou 30,5%, de 33.850 para 44.161 ofendidos, revelou hoje a Direção-Geral da PolÃtica da Justiça (DGPJ).
Proporcionalmente o aumento é superior ao da restante população, apesar de pessoas com idade igual ou superior a 65 terem representado, no mesmo perÃodo, 14,6% do total de vÃtimas.
“As pessoas idosas, embora representem uma fatia menor do total, registam um crescimento mais acentuado: de 33.850 em 2020 para 44.161 em 2025, ou seja, +30,5%. Nos lesados/ofendidos/vÃtimas não idosos, o crescimento foi de 19,9% – uma diferença de 10,5 pontos percentuais”, salienta a DGPJ num boletim hoje divulgado sobre crimes contra idosos registados por PSP, GNR e PolÃcia Judiciária (PJ).
Segundo o documento, entre 01 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2025, as autoridades policiais contabilizaram um total de 1.629.390 vÃtimas de crime, das quais 1.391.624 tinham até 64 anos e 237.766 idade igual ou superior a 65 anos.
Durante este perÃodo, o ano com menos vÃtimas foi 2020 – com um total de 237.677, das quais 33.850 eram idosas – e o mais expressivo foi 2023, com um pico de 296.945 ofendidos, dos quais 44.125 com idade igual ou superior a 65 anos.
Em 2025, as polÃcias registaram 288.632 vÃtimas, entre as quais 44.161 idosos.
Tal como na população em geral, a maioria dos crimes de que os idosos são vÃtimas é contra o património (categoria que inclui os furtos e as burlas), seguidos de ilÃcitos contra as pessoas (como agressões e homicÃdios), e de atos contra a identidade cultural e integridade pessoal, contra o Estado, contra a vida em sociedade e abrangidos por legislação avulsa.
Entre 2020 e 2025, a variação do peso de cada uma das categorias em pessoas com pelo menos 65 anos foi de 65,8% para 68% nos crimes contra o património, de 29,1% para 27,5% nos ilÃcitos contra as pessoas e de 5,1% para 4,5% nos restantes.
Em nenhuma das categorias os idosos são as principais vÃtimas, apesar de, de 2020 para 2025, a representação de ofendidos com idade igual ou superior a 65 anos ter subido de 14,2% para 15,3%.
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