
Num anúncio de emprego, cada palavra pode fazer a diferença.
Um estudo da Universidade de Guelph analisou mais de mil e oitocentos anúncios publicados no Canadá e nos Estados Unidos para perceber de que forma a linguagem influencia as candidaturas.
Os investigadores identificaram várias expressões consideradas capacitistas, termos que associam competências profissionais a capacidades físicas ou características pessoais.
Palavras como “ágil”, “dinâmico” ou “energético” aparecem com frequência nestes anúncios.
No entanto, os resultados indicam que este tipo de linguagem pode desencorajar potenciais candidatos.
O estudo revela que oitenta e quatro por cento dos anúncios analisados incluíam estas expressões.
Em contraste, apenas uma pequena parte mencionava igualdade de oportunidades ou possíveis adaptações no local de trabalho.
Para avaliar o impacto real, os investigadores criaram anúncios fictícios e pediram a vários participantes que indicassem a probabilidade de se candidatarem às vagas.
As respostas mostram um padrão claro.
Pessoas com deficiência revelam menor intenção de candidatura quando encontram este tipo de linguagem.
Mas o efeito não se limita a este grupo.
Mesmo candidatos sem deficiência demonstram maior interesse por anúncios escritos de forma clara e objetiva.
Segundo os investigadores, expressões vagas podem transmitir uma imagem negativa da cultura da organização e sugerir ambientes de trabalho pouco inclusivos.
A conclusão é simples. Descrever funções e competências de forma direta pode tornar o recrutamento mais acessível e atrair um conjunto mais diverso de candidatos.



