Moçambique vai receber 14,5 ME para responder a emergências em saúde pública

Maputo, 18 mai 2026 (Lusa) – O Fundo Pandémico vai disponibilizar cerca de 17 milhões de dólares (14,5 milhões de euros) a Moçambique para responder às emergências de saúde pública ligadas aos eventos climáticos extremos, anunciou hoje o ministro da Saúde moçambicano.

“Temos emergências de saúde pública ligadas aos ciclones, às cheias, à seca. Então, todos estes eventos climáticos que acontecem em Moçambique, (…) impactam nas emergências de saúde pública”, disse Ussene Isse, à margem de uma Assembleia Mundial da Saúde, que decorre em Genebra.

Segundo o governante moçambicano, para responder às crises, o país ganhou 17 milhões de dólares (14,5 milhões de euros), do Fundo Pandémico – mecanismo internacional criado após a pandemia da covid-19 para apoiar os países no fortalecimento da segurança sanitária -, “para poder elaborar um plano operacional para a implementação deste valor”.

Ussene Isse avançou que, para aquele mecanismo, gerido pelas Nações Unidas e pela Fundação Suiça Filantropia, a escolha de Moçambique representa um reconhecimento dos progressos alcançados pelo país no controlo de emergências de saúde pública e no reforço da capacidade de resposta a surtos e epidemias.

Em 02 de abril, o ministro da saúde moçambicano avançou que Moçambique quer maximizar os recursos na saúde através da planificação conjunta e eficiente entre diferentes atores, visando melhorar a alocação de meios e travar a duplicação de intervenções, num contexto de redução do financiamento.

“Num contexto em que todos nós sabemos e vivemos, é mandatório termos de facto esta abordagem do único plano para a saúde, o único orçamento e um plano de monitoria. Isso vai nos ajudar a maximizar cada vez mais os escassos recursos que nós temos”, explicou Ussene Isse, ao lançar, em Maputo, o Mês de Planificação no Setor da Saúde.

O Governo pretende avançar com um instrumento de planificação única do setor, que integra todos os intervenientes, incluindo organizações da sociedade civil, entendendo que o mesmo vai combater a dispersão de recursos e o problema da redução global do financiamento, melhorando o acesso aos serviços de saúde.

O ministro explicou que um plano único vai integrar as intervenções distritais, provinciais e de nível central, através de uma matriz global que vai travar a duplicação de intervenções, promovendo melhor utilização de recursos.

LCE (PME) // MLL

Lusa/Fim