
Moreira de Cónegos, Braga, 16 mai 2026 (Lusa) — O Moreirense e o AVS concluíram hoje a participação na edição 2025/26 da I Liga portuguesa de futebol com um empate sem golos (0-0), num encontro da 34.ª jornada que melhorou da primeira para a segunda parte.
Separadas por sete quilómetros, a equipa de Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães, e a formação de Vila das Aves, no concelho de Santo Tirso, proporcionaram uma segunda parte ‘viva’ após vários períodos ‘monótonos’ nos 45 minutos iniciais, com a formação ‘cónega’ a apresentar maior domínio territorial (61% de posse de bola) e o conjunto avense a dispor das ocasiões mais perigosas.
Sem qualquer hipótese de escapar ao 18.º e último lugar da tabela, o AVS, treinado por João Henriques, encerrou a I Liga com 21 pontos, fruto de um ciclo de seis jogos sem qualquer desaire, o melhor do campeonato, enquanto o anfitrião Moreirense, treinado por Vasco Botelho da Costa, somou 43 pontos e vai terminar a prova no sétimo lugar ou no oitavo, caso o Vitória de Guimarães derrote o Nacional.
O embate de vizinhos começou movimentado, com Mika, em estreia a titular na baliza do Moreirense na presente época, a opor-se a um cruzamento atrasado de Guilherme Neiva, logo no primeiro minuto, e Nile John a responder aos dois, num remate à malha lateral.
Dinâmico na ala esquerda avense, Guilherme Neiva ameaçou de novo a baliza ‘cónega’ aos seis minutos, num livre que rasou a trave, e aos 45, num remate com ‘selo’ de golo intercetado por Gilberto Batista, numa primeira metade que perdeu ritmo e em que os anfitriões responderam apenas num ‘disparo’ de longe de Francisco Domingues, aos 42.
O frenesim dos últimos instantes da primeira parte manteve-se no arranque da segunda, com Yan Lincon a marcar para o Moreirense em posição de fora de jogo, aos 50 minutos, o ‘cónego’ Diogo Travassos a acertar no poste, aos 51, e Guilherme Neiva a introduzir a bola na outra baliza, aos 54, num lance anulado por fora de jogo de Babatunde Akinsola, autor da assistência.
Na última meia hora, a equipa anfitriã circulou a bola por mais tempo no meio-campo adversário, sobretudo à procura dos cruzamentos, mas o AVS defendeu as investidas contrárias com solidez e criou ainda as duas oportunidades mais claras para desfazer o ‘nulo’.
Um dos jogadores mais interventivos do ataque avense, Babatunde Akinsola, rematou por cima, isolado, aos 74 minutos, e iniciou, aos 90, um ataque pela direita que culminou no passe atrasado de Gustavo Mendonça para o desvio de peito de Tomané por cima, perante a baliza deserta, já na pequena área.
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