
Lisboa, 15 mai 2026 (Lusa) – A remuneração bruta mensal média por trabalhador aumentou 5,0% para 1.611 euros no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2025, mas, em termos reais, considerando a inflação, subiu 2,7%, divulgou hoje o INE.
Segundo as estatísticas do emprego, publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), tanto a componente regular como a componente base daquela remuneração aumentaram 5,1%, situando-se em 1.428 euros e 1.335 euros, respetivamente.
“Em termos reais, tendo por referência a variação do Índice de Preços do Consumidor [IPC, inflação], a remuneração bruta total mensal média aumentou 2,7%, enquanto as componentes regular e base aumentaram, ambas, 2,8%”, concluiu a autoridade estatística.
Estes resultados abrangem 4,8 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações, mais 1,9% do que no mesmo período de 2025.
“Em relação ao trimestre terminado em dezembro de 2025, assistiu-se a uma estabilidade na evolução dos preços (com as taxas de variação homólogas a manterem-se em 2,2%) e a uma desaceleração das remunerações reais (de 3,1% para 2,7% no caso da remuneração total, por exemplo)”, sublinhou o INE.
Segundo a entidade, em relação a março do ano passado, a remuneração bruta total mensal média aumentou em quase todas as dimensões de análise, desde o tipo de atividade económica, dimensão de empresa, setor institucional, intensidade tecnológica à intensidade de conhecimento.
Os maiores aumentos foram observados nas atividades de “agricultura, floresta e pesca” (10,0%), nas empresas de 10 a 19 trabalhadores (6,0%), no setor privado (5,3%) e nas empresas de “alta tecnologia industrial” (7,2%).
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