Carney defende permanência de Alberta no Canadá

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A justiça rejeitou o pedido para realizar um referendo sobre a separação de Alberta, num caso que volta a colocar a unidade do Canadá no centro do debate político.

A decisão do tribunal considera que o pedido não devia ter sido aprovado ao abrigo da legislação provincial e aponta falhas ao governo da premier de Alberta, Danielle Smith, por não ter consultado devidamente as comunidades das Primeiras Nações.

Depois da decisão, Danielle Smith classificou o veredicto como “antidemocrático” e confirmou que o governo provincial vai recorrer.

O caso aumenta o debate político sobre a possibilidade de separação da província, com várias pressões para que a questão seja levada diretamente a votação.

Em Ottawa, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, reagiu ao caso e afirmou que o melhor lugar para Alberta é dentro do Canadá.

Mark Carney sublinhou que os referendos fazem parte da democracia, mas têm de respeitar as leis em vigor. Acrescentou que a legislação federal dá ao governo central um papel na avaliação da clareza da pergunta e das condições necessárias para uma eventual maioria.

O primeiro-ministro afirmou ainda que “o Parlamento tem um papel na avaliação da questão” e reforçou que “o melhor lugar para Alberta é no Canadá e num Canadá que funcione”.

Carney disse também que qualquer decisão final deve resultar de uma avaliação institucional mais ampla.

Entretanto, Danielle Smith enfrenta pressão política crescente para avançar com a inclusão da questão da separação num futuro boletim de voto.

A premier de Alberta afirmou que vai discutir a decisão com os membros do seu partido e do governo antes de tomar uma posição oficial.

O caso continua em desenvolvimento e mantém a tensão política entre Ottawa e Alberta, numa altura em que cresce o debate sobre o futuro da província dentro da federação canadiana.