Encontrados dois últimos corpos dos turistas após erupção de vulcão na Indonésia

Jacarta, 10 mai 2026 (Lusa) – As equipas de resgate da Indonésia encontraram hoje os corpos de dois turistas de Singapura que morreram na sequência da erupção do vulcão Dukono (nordeste) na sexta-feira, completando, assim, a recuperação das três vítimas mortais do incidente.

“A equipa conjunta de busca e salvamento encontrou finalmente as duas últimas vítimas”, cidadãos de Singapura com 27 e 30 anos que ficaram soterrados sob material vulcânico “de espessura e profundidade consideráveis”, indicou a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes da Indonésia (BNPB) num comunicado que dá a operação por encerrada.

O chefe da Polícia de Halmahera do Norte, Erlichson Pasaribu, indicou no sábado que uma mulher indonésia tinha sido encontrada sem vida a cerca de 50 metros da borda da cratera, durante uma busca conjunta entre efetivos das Forças Armadas da Indonésia (TNI), da Polícia Nacional (Polri) e da agência de resgate do país (Basarnas).

As autoridades locais já tinham informado na sexta-feira à EFE, com base em informações fornecidas por sobreviventes do incidente, que três pessoas tinham morrido na erupção: a mulher indonésia e os dois cidadãos de Singapura.

A BNPB indicou que a retirada, hoje, dos dois cidadãos estrangeiros teve de ser realizada “com extrema precaução, dando prioridade à segurança do pessoal no terreno”, uma vez que “a atividade eruptiva do Monte Dukono continuava de forma flutuante”.

A erupção inicial do vulcão, situado na ilha de Halmahera, ocorreu às 7:41, hora local, de sexta-feira (23:41 hora da Lisboa de quinta-feira) e apanhou de surpresa cerca de vinte pessoas que faziam caminhadas no Dukono, atração turística da região, apesar dos avisos das autoridades devido à sua constante atividade vulcânica.

Um total de 17 pessoas foram resgatadas e vários feridos necessitaram de assistência médica após a erupção, que se prolongou por mais de 16 minutos e foi acompanhada por fortes estrondos e uma coluna de fumo que se elevou até cerca de 10.000 metros acima do cume, segundo as autoridades do país do Sudeste Asiático.

Desde 11 de dezembro de 2024, o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos da Indonésia recomenda que residentes, turistas e excursionistas evitem qualquer atividade num raio de quatro quilómetros da cratera ativa Malupang Warirang, no flanco sudoeste do Dukono.

Após a erupção de sexta-feira, a subida ao vulcão ficou “permanentemente encerrada”, segundo a BNPB.

A Indonésia, que abriga 400 vulcões (129 ativos e 65 considerados perigosos), situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das zonas de maior atividade sísmica e vulcânica do planeta, abalada por milhares sismos todos os anos, na sua maioria de magnitude moderada.

Em dezembro de 2023, a erupção do vulcão Marapi, um dos mais ativos do mundo e situado na ilha de Sumatra, causou a morte de 23 pessoas.

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