
Moscovo, 08 mai 2026 (Lusa) – O primeiro-ministro eslovaco afirmou hoje, em Moscovo, que a guerra na Ucrânia está a chegar ao fim e acrescentou que a principal mensagem que quer transmitir ao Presidente russo é a necessidade de diálogo.
“Estou convencido de que nos aproximamos do fim do conflito russo-ucraniano”, disse Robert Fico à imprensa russa pouco depois de aterrar na capital do país.
Fico, que no sábado se vai reunir no Kremlin com o Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu que a mensagem principal que pretende transmitir é a necessidade de diálogo.
“A mensagem principal que quero transmitir ao Presidente Putin, a palavra-chave, é diálogo. Temos de nos reunir e conversar. Apoio plenamente qualquer tipo de cessar-fogo. Acho que é cem vezes melhor sentar-se à mesa e negociar”, salientou o Presidente da Eslováquia.
Fico depositou flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, junto à muralha do Kremlin, e lamentou que a história esteja a ser distorcida na Europa.
“Acho que não há outra nação no mundo que tenha uma compreensão tão profunda do que aconteceu entre 1941 e 1945. Desejo que o povo russo conserve este sentimento, para que não se repita o que está a acontecer agora nos países europeus, onde a história é distorcida e, claro, não há respeito pelo que aconteceu entre 1941 e 1945”, acrescentou.
Apesar da chegada a Moscovo, ainda não é claro se Fico vai estar na Praça Vermelha para assistir às cerimónias que comemoram a vitória soviética na II Guerra Mundial, na sequência de declarações contraditórias entre as partes.
Embora Moscovo afirme que o líder europeu estará presente, as autoridades eslovacas garantiram o contrário, limitando esta viagem a um encontro com Putin para lhe transmitir estas mensagens de diálogo com a Ucrânia.
Está previsto que apenas que compareçam ao evento o Presidente de Laos, Thongloun Sisoulith, o sultão Ibrahim da Malásia e o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, aliado incondicional do Kremlin.
A Rússia anunciou um cessar-fogo unilateral para sábado e domingo, aquando da celebração da vitória de 1945, que Kiev disse que ia respeitar, caso não fosse atacada.
TAB // EJ
Lusa/Fim
