Lucro dos cinco principais bancos cresce 4,9% até março para 1.279 ME

Lisboa, 08 mai 2026 (Lusa) – Os cinco principais bancos a operar em Portugal tiveram lucros agregados de 1.279 milhões de euros de janeiro a março, mais 4,9% do que nos primeiros três meses de 2025.

Segundo contas da Lusa, as cinco maiores instituições financeiras, que representam mais de 80% do sistema bancário, registaram lucros totais de 1.278,9 milhões de euros, o que compara com resultados de 1.218,6 milhões do período homólogo.

Os resultados dizem respeito à Caixa Geral de Depósitos (CGD), Millennium BCP, Santander Totta, Novo Banco e BPI.

Dos cinco, três registaram uma melhoria nos lucros (CGD, BCP e Novo Banco) e dois um recuo (Santander e BPI).

O banco público foi o grupo que apresentou os lucros mais elevados.

A CGD – que este ano celebra 150 anos – divulgou hoje lucros de 397 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 1% do que nos primeiros três meses de 2025, comparando com 393 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

O BCP apresentou na quarta-feira lucros de 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 25,6% do que nos primeiros três meses de 2025. O banco liderado por Miguel Maya é a instituição com a subida percentual mais elevada.

O Novo Banco registou lucros de 200,7 milhões de euros, mais 13,2% do que nos meses de janeiro a março do ano passado.

Já o Santander Totta anunciou lucros de 242,4 milhões de euros, uma quebra de 9,8%, e o BPI teve lucros de 133,3 milhões de euros até março, menos 2,4% em termos homólogos.

Em relação à margem financeira, que diz respeito à diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos, o valor agregado das cinco instituições baixou 1,0%, recuando 21,61 milhões de euros.

A margem passou de 2.213,16 milhões de euros nos primeiros três meses de 2025 para 2.191,55 milhões no primeiro trimestre deste ano.

A margem da CGD passou para 616,45 milhões, recuando 3,1%.

A margem do Santander recuou para 341,8 milhões, descendo 3,5%.

A margem do BPI caiu 1,8%, decrescendo para 218,7 milhões de euros.

O Novo Banco registou uma quebra de 1,0% na margem, para 276,2 milhões de euros.

Dos cinco bancos, apenas um — o BCP — obteve uma melhoria na margem financeira, que subiu 2,4%, para 738,4 milhões de euros.

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